quarta-feira, 15 de junho de 2011





“O GPS”






“...O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; Aquele que te guarda não dormitará...o Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra a tua mão direita”. (Sl. 121).


Sexta-feira, passada, estivemos na cidade do Rio de Janeiro, para olhar alguns apartamentos que havíamos agendado. Como eu já disse anteriormente, estamos mudando para a “cidade maravilhosa”. Como não conhecemos o Rio, fizemos uso de um GPS, bom, para os leigos GPS é aquele “aparelhinho” que indica o caminho para você chegar ao seu destino sem erros. Pois é, depositamos toda a nossa confiança no tal do GPS. Minha filha junto com uma amiga que foi conosco, apelidaram o GPS de “Gilda”. E lá fomos nós com a “Gilda” falando: “há 300 metros vire a direita, há 1 quilometro e 4 faça uma curva para a esquerda”; e lá fomos nós, cegos, sendo conduzidos por uma voz dentro de um aparelhinho. Tudo ia muito bem, até que a “Gilda” nos conduziu para uma rua que possuía barricadas na entrada e onde o comando ali era do tráfico. E lá estávamos nós cercados de traficantes e usuários de drogas. Eu fiquei morrendo de medo, enquanto meu marido seguia dirigindo o carro. Eu não percebi quando um homem mandou que parássemos e abaixássemos os vidros do carro; mas, meu marido não parou. Foi quando nossa filha viu quando o homem usou um rádio comunicador, então meu marido viu a urgência de sairmos dali, sob o risco de morte. Graças a D’us conseguimos sair. Mas o que eu quero chamar a atenção aqui, é como fomos capazes de depositar nossa segurança a um pequeno aparelho que não possui julgamento moral, essa é uma capacidade dos seres humanos; conseguimos avaliar o perigo quando nos deparamos com ele. Isso me fez pensar, como depositar a confiança erroneamente pode nos levar a morte; e como muitas vezes não confiamos nossas vidas em D’us da forma como confiamos na tecnologia. A confiança cega no GPS poderia ter nos levado à morte. Depois que saímos daquele lugar perigoso, ouvimos relatos dos perigos que enfrentamos e de como D’us nos protegeu. Confiamos na tecnologia e quem nos protegeu foi D’us, e ainda assim não conseguimos confiar o destino de nossas vidas a Ele, por que? Meu marido usa uma frase muito engraçada que é assim: “o Homem tem sede de D’us e toma coca-cola”. Sabemos que o melhor para nós é vivemos uma vida dependente do Eterno D’us, no entanto as tecnologias ocupam cada dia mais nossas vidas, solucionando nossos mais diversos problemas. Temo que isso nos afaste de D’us cada vez mais. Não sou contra a tecnologia; mas tenho observado como ela pode afastar o convívio com as pessoas, conheço gente que passa a maior parte do tempo “teclando” com os amigos, quando poderiam estar conversando pessoalmente. Hoje o carteiro só vem até nossas casas para trazer as contas que precisam ser pagas, ou as cobranças; estamos na “era” dos e-mails. Eu tenho incentivado a Vicky a escrever cartas, é tão bom receber uma carta e guardá-la por um tempo pra ler depois. O que eu quero pensar hoje junto com vocês, é que as máquinas falham, e se a nossa confiança estiver pautada somente nelas, talvez eu vá me encontrar novamente em perigo de morte. Ao contrário do D’us Eterno, que nunca falha, não dorme, nem cochila, em quem podemos depositar nossas vidas e sermos guiados em segurança. Que bom que quando a máquina falha, temos o D’us Eterno para livrar-nos. Ah, sim, fomos ao Rio essa semana novamente, e usamos o bom e velho recurso: “Olá, boa tarde! Pode me dizer como faço para chegar à rua Angelina?”. Gosto de lembrar, que D’us pode colocar as pessoas certas no meu caminho. Em que, ou em quem você tem depositado a sua confiança? D’us nos abençoe.






Rosana Márcia.

quarta-feira, 25 de maio de 2011


“FAMILIA”
“...E, Ele, porém respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos?” (Mt. 12:48)
            O que é família? É uma boa pergunta, não é mesmo? Alguns definem família como sendo seus pais e seus irmãos; outros como seu esposo ou esposa e seus filhos; outros como seus pais seus irmãos, sua esposa e seus filhos; outros ainda, como aqueles que possuem os mesmos laços sanguíneos. Eu sempre penso sobre isso. Principalmente agora quando um primo do meu pai decidiu fazer um encontro, aonde possam estar todos aqueles que compartilham de um mesmo sobrenome. Achei a idéia maravilhosa, porque eu mesma um dia já quis fazer isso. O fato é, que quando penso em família, não consigo desvincular das palavras de Jesus, para Maria sua mãe, quando estava sendo crucificado: “Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho. Então disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” (Jo. 19:26-27). Em Jesus surge um novo conceito de família. Maria chorava a morte de Jesus, e naquele momento, Ele fazia Maria e João entenderam que sua morte gerava laços espirituais que os tornariam família por toda a eternidade. Não existe nada mais triste que ouvir relatos de pessoas cristãs que perderam seus filhos para o pecado, e saberem que nunca os encontrarão na Eternidade ao lado de D’us. Mas Jesus veio nos proporcionar isso, a possibilidade de sermos família através dos laços sanguíneos e espirituais quando nos lançamos aos pés Dele para uma vida de santidade e abandono do pecado que nos afastam de D’us. O que importa sermos família unidos pelos laços de sangue se não estivermos ligados a Jesus que é a cabeça do “Corpo”? Meu desejo, e acho que é o desejo de todos os meus familiares sanguíneos, é passar toda a Eternidade ao lado de Jesus e D’us no Céu. Para isso, é preciso que tenhamos uma vida de santidade, uma vida de cristianismo verdadeiro, autêntico; para que nossos filhos, netos, bisnetos, esposo, esposa, primos, tios; através do nosso viver enxerguem a vida de Jesus em nós, e aprendam pelo exemplo a viver uma vida que agrada a D’us. Porque somente assim, teremos a felicidade de sabermos que nessa vida os laços de sangue nos uniram e os laços espirituais nos unirão por toda a Eternidade ao lado de D’us! Mas não nos esqueçamos, uma vida escravizada pelo pecado nos unirão a uma Eternidade no inferno, longe de D’us. Queremos ser família de Jesus e Nele? Pois então, ao fazermos a vontade de D’us nos tornamos família de Jesus...”Pois qualquer que fizer a vontade de Pai que está no Céus, esse é meu irmão, irmã e mãe. “ (Mt. 12:50). O que importa os laços de sangue se não formos unidos por laços espirituais?

“Benditos laços são, os do fraterno amor,
que nesta santa comunhão nos unem ao Senhor.
Ao mesmo trono vão as nossas petições,
é mútuo o gozo, ou a aflição dos nossos corações.
Aqui tudo é comum, o rir e o prantear;
em Cristo somos todos um no gozo e no lidar.
Se desta santa união nos vamos separar,
no céu eterna comunhão havemos de gozar!” (CC 379)

            Que assim seja!

Rosana Márcia.



segunda-feira, 16 de maio de 2011




“O QUE É PECADO?”


“...D’us não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno...Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (II Pe. 2:4; I Jo. 1:9)


Eu tenho uma vizinha que é evangélica de uma igreja dita tradicional, ela tem a mãe idosa com hábito de apostar na “mega sena”; minha vizinha vem a mim reclamando que vai pedir para a igreja excluir a mãe do rol de membros, por causa dessa mania de jogar. O problema é que essa mesma vizinha tem o hábito de mentir, e tem uma filha promiscua, e elas não fazem questão nenhuma de “esconder” esses maus hábitos, e nem acreditam que isso seja “motivo” para desligamento do rol de membros da igreja a qual freqüentam. Cada vez que ela vem aqui em casa reclamar, eu digo pra ela: Fulana, dentro das “igrejas” existem pessoas que adulteram, são mentirosas, promiscuas, se prostituem, enganam, tem ódio uns dos outros, invejam, amam o dinheiro, alimentam suas mentes com pensamentos impuros; mas se fazem tudo em segredo, permanecem “comungando na membresia eclesial”. É impressionante a nova conotação que foi dada ao pecado, de como é classificado o que é pecado, e o que não é, segundo as necessidades de uma instituição. Se “Fulana” mente, mas ninguém sabe, tudo bem. Se “Sicrano” adultera, mas ninguém descobre, tudo bem. E por aí vai, uma lista enorme de pessoas fazendo parte dessa ou daquela igreja, que seguem suas vidas rumo ao inferno, porque classificaram os pecados. Isso me faz pensar mais uma vez, o que é pecado? Aprendemos que pecado é transgredir as Leis de D’us; e Jesus resumiu os 10 Mandamentos em : Amar a D’us sob todas coisas e amar ao próximo como a si mesmo. Quando amamos a D’us, amamos ao próximo, e quando amamos ao próximo não transgredimos as Leis de D’us. Porque se amamos o outro, não mentimos pra ele, não cobiçamos o que é dele, não falamos falso testemunho contra ele, não matamos, não roubamos o que é dele; e isso não desagradara a D’us. E quando amamos a D’us, buscamos uma vida de santidade, não alimentamos nossa natureza humana com pensamentos impuros, nos prostituindo, invejando, odiando. Quando amamos a D’us, nosso desejo é de fazer o bem e não o mal. Nosso desejo é o de sempre obedecer a D’us, como Jesus o fez. Eu tenho visitado algumas igrejas, e é raro ouvir uma pregação sobre pecado, uma exortação para que deixemos a vida de pecado. Eu tenho até medo de falar, mas muitas vezes parece que há uma “vista grossa” para o pecado dentro da igreja; e eu tenho receio de pensar nos motivos. Mas tenho uma certeza, quando os pregadores tomam esse caminho, o fim deles é o inferno, e eles estão conduzindo muitas vidas para esse destino. D’us disse a Caim: “...o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar” (Gên. 4:7). Nós temos a escolha, de pecar e não pecar. Que escolha temos feito? Lembrem-se, não existe uma classificação de pecados, todos eles nos levam para uma vida eterna longe de D’us, para uma eternidade no inferno.


D’us nos abençoe.






Rosana Márcia.

quarta-feira, 11 de maio de 2011



“O CARCARÁ”
“Vigiai, o vosso adversário, o Diabo, anda em  derredor...procurando a quem possa tragar”.(I Pe. 5:8).

            No quintal aqui de casa, sempre aparecem várias espécies de pássaros. Nos últimos meses, quando o abacateiro dava frutos, tivemos Sabiás e até um Pica-pau de topete vermelho, muito lindo. Mas também somos agraciados com Corujas; Rolinhas; Canários-da-terra, que por acaso está cantando agora. Todos vêm para aproveitar a boa safra de abacates. Alguns frutos ficaram na árvore para alimentar os pássaros e outros animais como a família de Gambás que visitam o quintal. No entanto, hoje de manhã houve um silencio “sepulcral” no quintal; eu estranhei, porque todos os pássaros fazem muito barulho pela manhã, principalmente quando temos um lindo dia de sol como o de hoje. Mas eu descobri a razão do silencio quando ouvi o grunhir do Carcará. Não é um predador especializado, e sim um generalista e oportunista assim como o seu parente próximo, o carrapateiro (Milvago chimachima). Onívoro, alimenta-se de quase tudo o que acha, de animais vivos ou mortos até o lixo produzido pelos humanos, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Suas estratégias para obtenção de alimentos são variadas: caça lagartos, cobras, sapinhos e caramujos; rouba filhotes de outras aves, até de espécies grandes como garças, colhereiros e tuiuiú (Jabiru mycteria); arranha o solo com os pés em busca de amendoim e feijão; apanha frutos de dendê; ataca filhotes recém-nascidos de cordeiros e outros animais. Também segue tratores que estão arando os campos, em busca de minhocas. É muito comum ser avistado ao longo das rodovias para alimentar-se dos animais atropelados. Fica nas proximidades dos ninhais para comer restos de comida caídos no chão, ovos ou filhotes deixados sem a presença dos pais. Chega a reunir-se a outros caracarás para matar uma presa maior. É também uma ave comedora de carniça e é comumente visto voando ou pousado junto a urubus pacificamente,principalmente ao longo de rodovias ou nas proximidades de aterros sanitários e locais de depósito de lixo. Sua presença era o motivo do silencio, a “ilha” de tranqüilidade que o quintal significava para os pássaros foi invadida por um predador instalado no alto da Goiabeira, por isso todos se esconderam e ficaram em silencio, vigilantes. E ficaram assim até o perigo passar. Eles não se expuseram ao perigo, mas ficaram quietos e alertas. Isso me fez pensar sobre estar quieto e vigilante. Sempre estamos agitados e preocupados com os cuidados desse mundo; quando deveríamos nos aquietar para ouvir a voz do Espírito Santo de D’us sempre pronto a nos conduzir em segurança. Ocupamos nossos dias com o barulho das nossas mentes ansiosas, preocupadas com o dia de amanhã; com o barulhento som de algumas músicas e televisão; das conversas fúteis na “roda dos escarnecedores”. Isso tudo impossibilita ouvir o Espírito Santo nos alertando do perigo eminente, do predador ao nosso redor. Eu tenho aprendido muito com a natureza, ela sempre me ensina e me surpreende. Nosso quintal é uma lição diária. Nele vejo como os “passarinhos voam: Eles não semeiam, não colhem e nem ajuntam em depósitos. No entanto, o Pai que está no céu dá de comer a eles”. D’us diz que valemos mais que os pássaros, mas agimos com muito menos sabedoria que eles, quando nos ocupamos conosco mesmos, não ouvindo a voz do Espírito de D’us, nos preocupando com o comer e o vestir, quando nos expomos de forma não vigilante permitindo que o predador se aproxime e coloque em perigo de morte nossas almas. Jesus nos ensina a observar a natureza, porque ela sobrevive na dependência de D’us, e , é isso que o Eterno deseja de nós. Não andeis preocupados...vigiai. Cuidado com o “Carcará”!

Rosana Márcia.



sábado, 23 de abril de 2011

“PÁSCOA”

“...Mas o anjo disse as mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu...ide depressa, e dizei aos seus discípulos que ressurgiu dos mortos...”(Mt. 5-7).
            Qual o verdadeiro significado de Páscoa? Quando eu era criança, meu pai comprava ovos de páscoa e escondia pela casa, e eu e meus irmãos saíamos à procura dos deliciosos chocolates. Esse costume repetiu-se ao longo do tempo e hoje confunde muitas pessoas quanto ao verdadeiro sentido da Páscoa.
            Páscoa não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos - o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de D’us, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos. Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa "passagem" "passar por cima". Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Esse é o verdadeiro significado da Páscoa, para nós cristãos, o sangue de Jesus, o Cordeiro de D’us, derramado na cruz do Calvário cobriu nossos pecados e nos livrou da morte eterna, que era nosso merecimento. Que nessa Páscoa, possamos definitivamente honrar o sacrifício de Jesus não permitindo que nossa natureza humana ressurja e nos leve para uma vida de escravidão pelo pecado, mas que busquemos uma vida de santidade e abandono dos nossos delitos e pecados e que a ressurreição do nosso Senhor Jesus o Cristo nos encha de alegria, porque nosso Senhor era morto, mas hoje ele vive e Reina para todo o sempre! Aleluia!


Cristo Já ressuscitou; Aleluia!
Sobre a morte triunfou; Aleluia!
Tudo consumado está; Aleluia!
Salvação de graça dá; Aleluia!
Uma vez na cruz sofreu; Aleluia!
Uma vez por nós morreu; Aleluia!
Mas agora vivo está; Aleluia!
E pra sempre reinará; Aleluia!


Rosana Márcia.


terça-feira, 5 de abril de 2011



“OUVIR E ESCUTAR”
“ Ouça os conselhos  e esteja pronto para aprender; assim um dia você será sábio...Procure bons conselhos e você terá sucesso”(Pv.19:20; 20:18). 
            Quem nunca ouviu : “Se conselho fosse bom, ninguém dava de graça”? Por que será que as pessoas relutam tanto em aceitar conselhos? E as que aceitam, na sua maioria escutam os maus conselhos, aqueles que nos levam para perdição? Tenho me perguntando sobre isso hoje, porque somos tão resistentes em sermos aconselhados por aqueles que tem mais experiência, por aqueles que nos amam? Tenho convivido com algumas pessoas, com as quais insisto em aconselhar, não que eu seja um exemplo de ser humano, mas procuro aconselhar dentro das experiências que já tive e na tentativa de ajudar essas pessoas à não sofrer o que sofri quando não dei ouvido a bons conselhos. Mas sou frustrada na minha empreitada, porque percebo que a maioria das pessoas, somente desejam escutar conselhos que satisfaçam seus prazeres e deleites. Recentemente uma pessoa pediu que eu a aconselhasse, eu demorei em dar o conselho, porque eu não sabia se aquela pessoa queria escutar meus conselhos ou somente ouvir. Sim, porque há diferença entre ouvir e escutar. Ouvir é apenas uma atividade biológica, que não exige maiores esforços do nosso cérebro. Todos os que não são surdos ouvem; escutar significa prestar atenção para ouvir; dar atenção a; ouvir; sentir; perceber. Ou ainda, tornar-se ou estar atento para ouvir. Ouvir é mais superficial que escutar. Escutar implica em ouvir, contudo a recíproca não é verdadeira. Quem escuta, ouve; mas quem ouve não necessariamente escuta. Daí o dito popular: "entrou por um ouvido e saiu pelo outro". E isso foi o que aconteceu com o conselho que eu dei, a pessoa somente ouviu mas não escutou. E assim fazemos com D’us, apenas ouvimos o Espírito Santo, mas não escutamos, porque vivemos sempre perseguindo a satisfação da nossa natureza humana e não o que agrada o Espírito. E a Bíblia é clara nisso: “ Os que vivem como a natureza humana quer tem as suas mentes controladas por ela. Mas os que vivem como o Espírito de D’us quer tem as suas mentes controladas pelo Espírito. Ter a mente controlada pela natureza humana produz morte; mas ter a mente controlada pelo Espírito produz vida e paz” (Rm. 8:5-6). Então cheguei a seguinte conclusão, quando damos ouvido ao Espírito de D’us e não a natureza humana, somos propensos a escutar os bons conselhos. Por isso, tenho tentado sempre ouvir a voz do Espírito de D’us e não a minha própria natureza, para que eu possa dar ouvido a bons conselhos e dar bons conselhos também. Eu tenho um sobrinho-neto, por quem tenho muito apreço, e quando ele era bem pequeno, eu ensinei um versículo da Bíblia para ele, e minha felicidade foi saber que ele nunca esqueceu, porque ele não apenas ouviu mas escutou. E quero terminar hoje citando o versículo que ele aprendeu: “Há caminhos que parecem certos, mas podem acabar levando para a morte” (Pv.14:12). Que possamos estar atentos à voz do Espírito, para que possamos escutar os conselhos que nos afastem de caminhos de morte. D’us nos abençoe.

Rosana Márcia. 

sábado, 12 de março de 2011


O INVASOR NA MADRUGADA
“porque somos como cheiro suave do incenso que Cristo oferece a D’us...” (II Co. 2:15b).

            Acordei as três e meia da manhã ouvindo passos no quintal, fiquei imóvel para poder ouvir melhor, fiquei alguns segundos ouvindo aqueles “passos” nas folhas secas, então o medo fez com que eu acordasse meu marido; pensei, tem um ladrão no quintal. Meu marido acordou, e também ouvia os passos; ele queria abrir a janela do quarto, que dá para o quintal, mas eu não deixava porque temia que, se o invasor estivesse armado, fossemos rendidos e o ladrão entrasse na casa. Mas o José insistia para abrir a janela, porque ele não conseguia ver direito; depois de quase dez minutos de “abro, não abre” ele abriu a janela e lançou o feixe de luz da lanterna em direção ao barulho dos passos, e qual não foi nossa surpresa? Nossos passos do ladrão era simplesmente um Gambá juntando folhas secas e carregando com o rabo. Ele nos ignorou e continuou juntando as folhas, subiu pela mangueira e alcançou o abacateiro e ficou lá. Era um Didelphis Aurita,Gambá-de-orelha-preta,é uma espécie de Gambá que habita o Brasil, Argentina e Paraguai, também é conhecido pelo nome de Saruê. Podendo atingir 60 a 90 centímetros de comprimento e pesar até 1,6 kg, alimenta-se praticamente de tudo o que encontra: insetos, larvas, frutas, pequenos roedores, ovos, cobras e etc. Apresenta duas camadas de pêlos, uma interna como uma espécie de lanugem de coloração ferrugínea e outra externa de pêlos longos de cor cinza ou preta. Barriga e cabeça cor de ferrugem e com marcas distintas de cor preta e ferrugíneas sobre a fronte com orelha de cor preta e desnuda, inspirando seu nome popular. Possui uma glândula que exala odor desagradável na região do ânus. Abriga-se em ocos de árvores, entre folhas, ninhos de aves, forro de residências. Excelente escalador de árvores. São considerados ótimos controladores de populações de roedores e dispersores de sementes. Habitam florestas, regiões cultivadas e áreas urbanas em toda a Mata Atlântica e Restinga brasileira, ocorrendo também no norte do Rio Grande do Sul e Amazônia. Eu estou sofrendo nesses dias de Anosmia, é a ausência total de olfato. Ou seja, quem tem anosmia não sente cheiro de nada - e tem o paladar comprometido, já que a língua percebe só cinco sabores (doce, salgado, azedo, amargo e unami (mais conhecido como aji-no-moto). Assim, o anósmico não pode diferenciar um café sem açúcar de um purgante, já que os dois são amargos. Diante do nosso invasor, o Gambá, eu não fui afetada pelo seu mal cheiro, e a Vicky disse que ele cheira muito mal, percebi uma vantagem de estar anósmica. Mas, observando essas duas situações eu comecei a pensar, sobre o cheiro que temos exalado no decorrer das nossas vidas, e da “anosmia” espiritual que muitas vezes vivemos. A Bíblia diz que “como perfume que espalha por todos os lugares, somos usados por D’us para que Cristo seja conhecido por todas as pessoas. Porque somos como cheiro suave do incenso que cristo oferece a D’us, cheiro que espalha entre os que se salvam e os que se perdem. Para os que se perdem, é mal cheiro que mata;mas para os que se salvam, é perfume muito agradável que dá vida.” (II Co. 2:14:16), vivendo em Cristo, conduzidos por Ele, exalamos o perfume de Cristo, e assim conduzimos vidas ao conhecimento de D’us; mas se vivemos uma vida dissoluta o cheiro que vamos exalar e mais parecido com o do nosso invasor de quintal, o Saruê; só atrairemos a nós aqueles que exalam o mesmo odor. A outra coisa que me chama ao questionamento, é a “asnomia” espiritual que muitos crentes vivem hoje em dia, por sofrerem de anosmia espiritual, colocam suas vidas em risco de inferno; a asnomia tem suas vantagens, mas tem seus prejuízos, a anosmia pode causar problemas graves, que vão de acidentes com gás ou comida estragada, até depressão e distúrbios alimentares, causadas pela perda do paladar. A anosmia espiritual pode ser causada pelo afastamento das coisas que santificam nossas vidas, impedindo que tenhamos o discernimento do que é bom e mal, nos levando a nos aproximarmos de pessoas que não exalam o bom cheiro de Cristo, e assim seremos contaminados e envolvidos pelo cheiro desagradável de uma vida de pecados. Somente o viver diário da vida de Jesus, somente a busca constante dos ensinamentos da Palavra de D’us, é que pode nos curar da “anosmia” espiritual. Existem dois tipos de Anosmia, a temporária e a genética, a minha graças a D’us parece ser temporária, causada por uma forte gripe que enfrento nos últimos dias. Assim como o vírus de gripe que me atingiu e provocou a perda do olfato, o pecado é o vírus que atinge nossa vida e nos impede de sentir o cheiro que nos conduz para a vida eterna ao lado de D’us. Concluindo, somos como invasor do meu quintal, que exala um mal cheiro? Ou somos aqueles com cheiro suave que Cristo oferece a D’us? Sofremos de “anosmia” espiritual? Ou estamos sempre reforçando nossa imunidade com a prática da Palavra de D’us, impedindo a ação do vírus do pecado? A vida de santidade está em nossas mãos, porque são nossas as escolhas, cabe a nós escolher bem. D’us nos abençoe.

Rosana Márcia.