sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010


O TEMPO NO DESERTO

“Quarenta anos vos fiz andar pelo deserto...”  (Deut. 29:5)

            Eu e meu marido fomos passar o feriado de carnaval na casa da minha sogra enquanto a Vicky ficava no retiro espiritual, no domingo à noite fomos assistir ao culto no prédio da Igreja Batista local, houve um momento de testemunhos de gratidão e meu marido compartilhou com aqueles irmãos sobre como D’us permitiu um deserto de nove anos na nossa vida. E eu não pude deixar de me lembrar dos Israelitas que numa jornada de apenas onze dias até a fronteira de Canaã (a terra prometida), levaram quarenta anos para chegar lá. E eu pergunto quanto tempo temos passado no deserto por causa da nossa rebelião contra D’us? Por causa da nossa insistência em não praticar as verdades da Palavra de D’us. Eu e minha família passamos nove anos num deserto onde aprendemos e reconhecemos que somente em D’us há salvação para nossas vidas, há liberdade verdadeira, e sem Ele nada somos, e que a vida sem Ele não tem sentido. Mas mesmo no deserto sentimos o cuidado de D’us por nós todos os dias. Nunca mais quero voltar para o deserto, mas constantemente nos esquecemos do Eterno e achamos que podemos comandar nossas vidas sem a interferência Dele, abandonamos uma vida de santidade. Os Israelitas passaram quarenta anos no deserto para que toda aquela geração que se rebelou e pecou contra D’us morresse. Muitos passam a vida toda no deserto e nunca experimentam a alegria de pisar na terra prometida porque não se arrependem e voltam dos maus caminhos que tomaram.
            O deserto precisa ser para nós um aprendizado, “O Senhor nosso D’us nos falou em Horebe, dizendo: “tempo bastante haveis estado neste monte”” (Deut. 1:6), será que no nosso tempo de deserto temos aprendido logo o que o D’us Eterno quer que aprendamos? Ou, vamos ficar muito tempo no mesmo monte, gastando quarenta anos tentando fazer uma viagem de onze dias?
            Qual tem sido o seu deserto? Por quê você está nele?

Rosana Márcia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010



PERSPECTIVA DA FÉ

“ Vá e olhe para o lado do mar...ví subindo do mar uma nuvem pequena do tamanho da mão de um homem...volte para casa; senão a chuva não vai deixar.” (I Reis 18:41-45)

            Ontem quando fui recolher a roupa do varal, sob um sol, de quase 40 graus, olhei para o céu que se apresentava azul com tímidas nuvens no horizonte, pensei, como eu gostaria de ser como Elias para que eu pudesse pedir a D’us que mandasse chuvas, apesar das tímidas nuvens do horizonte. Porém, quando me virei para o outro lado, me deparei com nuvens robustas que eu nunca repararia se não tivesse mudado as condições da minha observação.
            As vezes achamos que não estamos sendo abençoados por D’us, mas acho que tudo é uma questão de perspectiva de fé, tudo depende do ângulo como observamos a situação que nos encontramos. Nem tudo que nos parece bom do nosso ponto de vista é o melhor para nós.
            Sob que perspectiva de fé temos vivido a vida cristã? Temos olhado para um horizonte com nuvens tímidas e não crendo que a chuva será forte, capaz de refrescar nossa existência? Ou, estamos olhando para nuvens robustas que derramarão chuvas de benção que renovarão os galhos secos e sedentos das nossas vidas.

Rosana Márcia.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010



VIOLENTOS !

“Não terão amor para com os outros, e serão duros, caluniadores, sem domínio próprio, violentos e inimigos do bem.”  (II Tim 3:3)
           
            Ontem eu assistia um programa na TV, cujo tema era violência, foram tantas as cenas de violência que por duas vezes durante a exibição da reportagem precisei sair da sala por não suportar tanta violência do ser humano contra seu próprio semelhante, tanta violência começou a violentar minha mente. A reportagem consultou vários especialistas como psicólogos, psiquiatras e sociólogos, com a finalidade de entender a causa de tanta violência, muitas foram às explicações sobre o comportamento violento do homem, todas tão distantes do  verdadeiro motivo. A Bíblia fala que nos últimos tempos os homens não teriam mais amor uns pelos outros, que se tornariam entre as coisas violentos, amando mais os prazeres do que a D’us, e a Bíblia ainda alerta para que nos afastemos dessas pessoas, porque assim como “Janes e Jambres foram contra Moisés, assim também esses homens são contra a verdade” (II Tim 3). No meu entender, ir contra a verdade é ir frontalmente contra D’us, porque Nele está a verdade. A verdadeira explicação para o comportamento violento não está na psicologia, na psiquiatria ou na sociologia, a verdadeira explicação está na ausência de D’us na vida do homem, somente a prática dos ensinamentos do Senhor Jesus, que viveu obediente a D’us eterno, poderá fazer de nós pessoas com um coração puro, pessoas que se afastam de discussões tolas e sem valor, pessoas que não brigam mas são delicadas com todos, pessoas que fogem das paixões da mocidade e seguem a justiça, a fé, o amor e paz!
            Toda opinião, seja ela de um psicólogo, psiquiatra ou sociólogo só terá sentido se colocada também à luz da Palavra de D’us, senão será apenas sabedoria humana...”Portanto, falamos com palavras ensinadas pelo Espírito de D’us e não com  palavras ensinadas pela sabedoria humana” (I Co. 2:13). Que sejamos assim prontos para ouvir o Espírito de D’us, para que nossas palavras sejam sábias a maneira de D’us.

Rosana Márcia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A OPRESSÃO

            “ Verdadeiramente a opressão endoidece até o sábio” (Ec. 7:7)

            Fico pensando o que é opressão e porque ela endoidece até o sábio? Quando é que nos sentimos oprimidos por algo? O que é capaz realmente de nos oprimir? Se o sábio endoidece com a opressão, então o que será de pessoas como eu? Passei uma semana pensando sobre o que seria uma opressão capaz de endoidecer o sábio, e cheguei a seguinte conclusão, a opressão que endoidece o sábio é a opressão causada pelo o nosso inimigo Satanás. Nas Escrituras Sagradas diz que Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;”  (I Pe. 5:8), Satanás é como um leão, então eu penso, como será o sentimento de alguém que sabe que tem um leão perto dele procurando devorá-lo? Certamente será um sentimento de pavor, de sufocamento, de perigo eminente. Por isso, no mesmo texto somos alertados a ser sóbrios e vigiar. Estar sóbrio é não ter a mente dominada ou alterada por alguma coisa, por isso estar sóbrio vem junto de vigiar, porque se não temos o domínio de nossas mentes será impossível vigiar.
            Mas, como é que Satanás se comporta como um leão? hoje, penso que ele usa os próprios seres humanos para essa missão de se comportar como um leão ao derredor. Tenho visto e convivido com pessoas que se transformam em verdadeiros leões capazes de provocar tanta opressão que é como se estivéssemos em perigo de morte, perto de sermos atacados. Não sei se existe maior opressão do que a de ter um leão por perto pronto para destruir você.
            Mas, nosso próprio pecado também nos oprime, quando cedemos a nossa natureza humana permitimos que Satanás faça dela um leão ao derredor. E acho que isso é ainda pior que a opressão vinda através de outra pessoa, e talvez mais importante porque podemos nos afastar de pessoas opressoras, mas não podemos afastar de nós mesmos, talvez por isso a opressão que venha de nós mesmos seja capaz de endoidecer até o sábio, porque ao nos tornarmos opressores de nós mesmos através de uma vida dominada pelo pecado, fará com que percamos o controle de nossas mentes e a capacidade de estarmos vigilantes.

Rosana Márcia.
             

domingo, 17 de janeiro de 2010


TUDO NOVO?

“... as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17)


É incrível como todo ano ouvimos e fazemos a mesma coisa: No ano que vai iniciar vou mudar radicalmente... não farei mais as coisas que fazia...vou traçar metas mais importantes... e etc..etc. O fato é que se a mudança não partir de dentro para fora continuaremos os mesmos. Somos movidos pela emoção, e me parece que promessas feitas no calor das emoções tendem a não serem cumpridas. Nas Escrituras Sagradas o Apóstolo Paulo na Carta aos Corintios diz: “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” Ele dizia isso porque chamava a atenção dos crentes da época para que não vivessem mais para si mesmos, mas para Aquele que havia ressuscitado para nós, Jesus o Cristo. Como queremos viver uma vida nova se continuamos presos ao nosso velho homem, a natureza de Adão? Por isso as promessas que fazemos no início de cada ano novo, ano após ano não se concretizam, porque o nosso homem interior não é modificado, estamos presos a nossa natureza humana a quem amamos com amor incondicional. Estamos viciados nos prazeres mundanos que ela nos oferece, e não conseguimos deixar que o Espírito santo de D’us fale em nossa vida. Somos hipócritas, amamos esse mundo e tudo o que nele há, esta é a verdade. Constantemente encontro pessoas que vivem do passado, estão presas a ele e não querem modificar suas vidas, elas me lembram aquelas pessoas que vivem na rua juntando “coisas” sem valor, vão colocando num saco e arrastando diariamente por toda a vida, elas se desconectam com a realidade e ficam escravizadas por aqueles fardos sem valor, e não conseguem ver que se jogarem todo o lixo que arrastam a vida vai ficar mais limpa e leve. É o que fazemos, juntamos diariamente para nós lixos que a nossa natureza humana nos oferece e colocamos dentro das nossas mente e arrastamos por toda a vida e nos tornamos escravos de um passado imundo e cheio de lixo. Precisamos nos encher das coisas que são do alto, viver do passado onde D’us enviou Jesus que morreu por nós e nos libertou da escravidão do pecado. Viver do passado onde os ensinamentos de Jesus traziam vida e vida em abundância. Isso sim é um passado que vale a pena arrastar por toda a vida, é um passado que é presente e desse presente depende o nosso futuro.

Que o ano que iniciou possamos colocar em prática os ensinamentos de Jesus, pois deles dependem a nossa vida eterna com D’us, e sem eles a conseqüência é a vida eterna sem D’us.


FELIZ ANO NOVO A TODOS!




Rosana Marcia









terça-feira, 15 de dezembro de 2009


JESUS É O ÚNICO 'PATRÃO'


Mulowe, África 1996

O que faz alguém ser um líder?

Existem dois tipos de líderes. Um é um líder de coração, resultado de um relacionamento atual com Deus. O outro é um líder por posição que talvez tenha um título e possivelmente é a “pessoa oficial” à frente, o patrão oficial. Jesus disse que um líder por posição não deveria existir. Existe liderança do tipo Samuel e por outro lado liderança tipo Saul. Samuel teve muitas das qualidades de um rei em Israel. Saul foi chamado de um rei. Em alguns aspectos, estas posições de liderança parecem similares, mas Samuel liderava baseado em um relacionamento com Deus e Saul liderava baseado em sua posição/cargo1. Os líderes da Igreja na cidade onde eu moro são aqueles que estão andando mais próximos de Deus HOJE. Se um irmão ou irmã não está andando próximo de Deus hoje, ele não é considerado muito como um líder. Se uma pessoa que na semana passada talvez não estivesse tão perto de Deus, mas hoje se arrependeu do pecado em sua vida e agora é mais capaz de ouvir Deus, ela está mais próxima de ser um líder essa semana do que estava na semana passada. “Ser um líder” é resultado de um relacionamento com Deus e o povo de Deus. Não é resultado de uma posição. Então temos muitos líderes na cidade onde moro, mas não temos nenhum “cargo”. Um líder essa semana talvez não seja um na próxima semana. Jesus disse que toda autoridade no céu e na terra pertence a ELE. Isso ainda é verdade. Então, o tanto que podemos ouvir Jesus, a quem pertence toda autoridade, vai ser o mesmo tanto de autoridade que um homem tem—somente o tanto que ele dá ouvidos a Jesus. Ponto final.

Gerado da preguiça

Existe em cada um de nós um traço de preguiça que nos faz querer esconder por trás do pano de fundo e deixar outra pessoa resolver as nossas batalhas por nós. É por isso que surgiu a divisão entre cleros e leigos. Bem cedo na história da igreja, voltando no segundo século a 1800 anos atrás, pessoas começaram a querer um rei para reinar sobre elas. Queriam ter um “homem santo” para estar à frente da igreja.
Talvez esse homem tivesse um relacionamento íntimo com Deus, mas o povo de Deus ao invés de querer que todos fossem sacerdotes, preferiu ter um “homem santo” para lutar as suas batalhas. Eles queriam pegar um homem e fazer dele o rei da igreja. E talvez esse homem fosse um homem muito bom. O problema não é o relacionamento que esse homem tinha com Deus; é bom que todo homem tenha um relacionamento com Deus. Talvez esse homem tivesse um dom forte e válido, mas quando ele é designado como sendo especial e chamado como o “patrão da igreja”, aí temos um problema. Este lugar é somente de Jesus. Jesus é o único patrão de qualquer Igreja Verdadeira. Um “pastor” não deve ser o patrão de uma igreja; não há nenhum patrão a não ser Jesus.
Israel queria ter um rei; queria ter um homem como o patrão. Eles queriam alguém para tomar o lugar de Samuel—mas Samuel não era um rei! Samuel era um homem de Deus que tinha influenciado toda uma nação porque conhecia Deus. Isso não era uma posição de autoridade para Samuel. Samuel não tinha nenhum cargo, assessor, nem salário. Ele não foi apontado para uma posição como rei. Samuel era simplesmente um homem de Deus tão respeitado quanto um rei, mas não tinha nenhum cargo nem posição. Ele não era um rei. Ele não era um “pastor”. Ele simplesmente amava Deus de todo seu coração e porque podia ouvir Deus, ele tinha influência. Ele não tinha nenhuma posição…ele tinha influência. Se um homem realmente conhece Deus, ele vai ajudar o povo de Deus. Se ele for chamado por Deus, ele vai ajudar pessoas. Um verdadeiro homem de Deus não tem nenhuma posição, ele tem influência.
Se eu sou um marceneiro, eu trabalho com madeira. Faço cadeiras, mesas, ou estantes de madeira se eu sou um marceneiro. Se eu sou um pedreiro, então eu faço coisas com tijolos e massa. Algo que eu faço de tijolos e massa é a prova que eu sou pedreiro. Algo que eu faço de madeira é prova que sou um marceneiro. Onde está a prova que eu sou um pastor2? A prova é que eu amo o povo de Deus! Eu o ajudo. Não preciso de um cargo para fazer isso. Não preciso de um título. Não preciso ser o patrão. Eu simplesmente amo pessoas com o dom que tenho e as ajudo. A prova que sou marceneiro é a cadeira que fiz. A prova que sou um pastor é que eu alimento o povo de Deus todos os dias. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com fome, isso parte meu coração. Quando vejo alguém que faz parte do povo de Deus com problemas ou em perigo, o coração de pastor dentro de mim corre atrás dele para protegê-lo. Isso é prova que sou ungido de Deus para ser pastor. Não preciso de um crachá. Não preciso de um certificado pendurado na parede nem de um diploma de seminário. Preciso de um coração para amar e fazer a obra de Deus. Você é um marceneiro? Faça cadeiras. Você tem o dom de pastor? Ame pessoas. Alimente-as, proteja-as, e ajude-as.

“Vocês ME rejeitaram!”

Isso é verdade sobre qualquer dom. Mas os homens destroem muito do Cristianismo porque querem um rei. Samuel não era um rei; era um homem de Deus. Saul era um rei e ele destruiu o povo de Deus. Deus disse: “Eles não rejeitaram você, Samuel; eles rejeitaram Deus”. Quando queremos ter um homem como patrão, estamos rejeitando Deus. Samuel teve uma grande influência porque ele conhecia Deus, não porque tinha a posição de rei.
Eles parecem muito um com o outro, não é mesmo? Alguém de um outro país podia vir a Israel e dizer: “Vocês têm um rei! Samuel é seu rei!” Israel iria responder: “Bem, eu sei que ele parece com um rei porque todos o respeitam e estimam muito, mas ele não é um rei. Não temos nenhum rei senão Deus. O fato é que Samuel conhece Deus muito bem. Então nós o respeitamos e o amamos.” Outras nações pensavam que Israel tinha um rei, Rei Samuel. Mas ele não era um rei. Ele era um homem de Deus. Ele não tinha nenhuma posição. Ele ia ali, ia acolá, ele desaparecia, e depois voltava. Reis não fazem isso. Homens de Deus fazem isso. Israel queria colocar alguém no lugar de Samuel quando ele ficasse velho. Eles queriam ter um rei como as outras nações (ou como as outras denominações)!
Quando queremos que alguém seja patrão sobre nós, alguém para lutar as nossas batalhas, então rejeitamos a Deus. 1 Samuel 8:7: “Não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei.” Não devemos tentar ter homens sendo nosso patrão. Devemos amar os Samueis que estão em nosso meio que conhecem Deus. Devemos respeitá-los e imitá-los embora não devemos aceitar nenhuma posição de patrão a não ser o Próprio Jesus. Discernimos a voz de Jesus em Samuel. E, como diz em I Coríntios 14, quando revelação vem ao próximo “Samuel”, o primeiro “Samuel” deve sentar-se. Isso é muito bom.

As conseqüências

Gostaria que ouvisse o que acontece quando tem um rei sobre você. Quando quer ter um “manda-chuva”, um clero. Aqui está o fruto ruim que vem disso:
“Ele disse: ‘O rei que reinará sobre vocês reivindicará como seu direito o seguinte: ele tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria, e para correr à frente dos seus carros de guerra. Colocará alguns como comandantes de mil e outros como comandantes de cinqüenta. Ele os fará arar as terras dele, fazer a colheita, e fabricar armas de guerra e equipamentos para os seus carros de guerra. Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará de vocês o melhor das plantações, das vinhas e dos olivais, e o dará aos criados dele. Tomará um décimo dos cereais e da colheita das uvas e o dará a seus oficiais e a seus criados. Também tomará de vocês para seu uso particular os servos e as servas, e o melhor gado e dos jumentos. E tomará de vocês um décimo dos rebanhos, e vocês mesmos se tornarão escravos dele. Naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que vocês mesmos escolheram, e o Senhor não os ouvirá.’ Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel e disse: ‘Não! Queremos ter um rei. Seremos como todas as outras nações; um rei nos governará, e sairá à nossa frente para combater em nossas batalhas.’” (I Samuel 8:11-20)
Quando queremos ter um rei sobre nós, quando queremos ter um patrão oficial na igreja, ele vai roubar nossa visão, roubar nossos filhos e nosso dinheiro, e nos fará suas marionetes. Essas coisas não são boas. Mas acontecem no meio religioso pelo mundo afora. Em todo país que já temos ido, onde tem clero/leigo, onde há duas classes de Cristãos—os patrões e as pessoas normais—os corações das pessoas são roubados. Os dons não sobressaem. O dom de misericórdia e o dom de ajuda são esmagados. O dom de ensino e o dom de generosidade…estas coisas são esmagadas. Quando um homem é o chefe ao invés de Jesus, os corações das pessoas são roubados.
O povo de Deus prosperou debaixo de Samuel porque ele não tinha uma posição, ele tinha um dom. Parece só uma pequena mudança de Samuel para Saul porque os dois parecem reis. Mas um é um dom e o outro é uma posição. Quando é um dom, o povo de Deus prospera. Quando eles têm uma posição sobre eles, o povo de Deus é esmagado, de acordo com a Palavra de Deus. Deus ainda pode tirar um proveito disso. Davi foi um bom rei. Algumas coisas boas podem vir quando o sistema for ruim. Mas Deus disse: “Eu tenho uma maneira melhor. A minha maneira é Samuel, não Saul.” Ele disse: “Posso fazer umas coisas boas se tiver um rei, mas quando os problemas vierem, clamarão a Mim, mas não responderei”. É isso que tem acontecido nas denominações porque constroem ao redor do dom de um homem e fazem de um homem seu rei. Ele poderia ter sido um Samuel, mas eles o fizeram um Saul. E ele aceitou que eles o fizessem um rei.
Algumas coisas boas ainda podem acontecer, mas no dia da sua calamidade, eles vão clamar a Deus e Ele não os ouvirá e as coisas cairão aos pedaços. Vai haver interesses partidários, disputas de poder e vai haver fofoca e calúnias, e todas essas maldições que Deus disse que iriam acontecer. Embora Deus possa fazer muitas coisas boas em qualquer situação, queremos somente o melhor. Não é verdade? Deus pode abençoar qualquer coisa em Sua misericórdia, Sua bondade e Sua paciência. Mas vamos construir de Sua maneira para que possamos receber a benção completa! Vamos ter muitos Samueis entre nós ao invés de um Saul. Amém?
Uma outra coisa que poderia acontecer é quando um homem vai para seminário para receber um título religioso, mesmo que seu coração possa estar sincero, ele talvez seja forçado pelo título a fazer de conta que é algo que não é. Ele poderia ter muitas dificuldades em seu lar, no seu casamento, com seus filhos, com aqueles que moram com ele, ou com seus pais. Mas porque ele tem um título religioso, as pessoas irão respeitá-lo ao invés de simplesmente vê-lo como um irmão entre irmãos. Ele terá que agir de certa maneira que é diferente da maneira que ele age em casa ao invés de simplesmente ser um irmão entre irmãos. Tem algo dentro de nós que torna difícil questionar a vida do “patrão”. Então os líderes em uma igreja não deveriam querer títulos que pusessem uma barreira para as colocações e ajuda de outros em suas vidas.
1 A palavra “cargo” referida aqui poderia ser definida como sendoqualquer coisa que é automaticamente “oficial” entre o Povo de Deus, quer numa célula ou numa instituição.
2 Na Bíblia, esta palavra “pastor” refere-se a um dom de pastoreio vivido diariamente entre o povo de Deus juntamente com outros dons—não um patrão ou palestrante.      
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


 

O QUE SIGNIFICA SER SACERDOTE FAZENDO AS COISAS COMO JESUS FAZ

 

 PARTE 5

fazendo as coisas como Jesus faz

Mzuzu, África, 1996

Ele quer fazer coisas maravilhosas

Você lembra quando Jesus foi a uma cidade específica e queria fazer milagres lá, mas não pôde porque não creram nEle? Deus quer fazer milagres através de cada uma de suas vidas. Mas não poderá se não crermos. Você precisa crer no seu coração que Deus quer usar você. Fale com Jesus sobre essas coisas. Diga a Ele: “Eu creio. Ajude-me na minha falta de fé.” Peça a Jesus para fazer você maleável e humilde. Peça a Jesus a coragem para usar seus dons. Peça a Ele para tirar seu orgulho porque às vezes você vai estar errado. Mas…tudo bem! Podemos ajudar uns aos outros. É melhor estar errado do que enterrar seu talento. Se estiver errado, podemos todos crescer juntos. Mas se enterrar seu talento, Jesus fica irado. Peça a Jesus para ajudá-lo a ser um sacerdote melhor.
Isso não é sobre ter força de vontade. Não é sobre ser um bom preletor. Isso tem a ver com pedir a Jesus para te ajudar. Jesus vive. Ele quer fazer coisas maravilhosas em nossos corações e através dos nossos corações para os outros. Mas, para Ele fazer um milagre, nós precisamos crer. Então, converse com Jesus sobre essas coisas. Não fique só no pensamento e concordando com elas. Ao invés disso, converse com Jesus que é vivo sobre essas coisas e Ele vai ajudar a todos, para a Sua glória.

Peça a eles para viverem como sacerdotes

Ao serem sacerdotes para com seus vizinhos, vocês vão poder ajudá-los a aprender sobre Jesus também. E se fazem parte de um grupo religioso em algum outro lugar, implore a eles para serem sacerdotes onde estão. Implore a eles para usarem seus dons com as pessoas ao seu redor. Não os deixe ir para os seus locais de reunião e só ficarem escutando. Peça para que olhem as vidas dos que estão ao redor e ajude-as a se tornarem mais como Jesus. Se todos em todo lugar fizerem essas coisas, o mundo vai mudar. Isso é muito poderoso! Por quê? Porque estamos deixando Jesus ser Jesus. Se recusarmos a ser sacerdotes, Jesus vai ficar numa caixinha ou apenas num livro. Mas se realmente somossacerdotes e pedimos a todos os outros que usam o nome de Jesus para serem sacerdotes também, estamos liberando Jesus para ser Jesus em TODO lugar! Nossos bairros irão mudar. Nossas cidades irão mudar. Nossos países e continentes, todos mudarão. Jesus pode ser Jesus quando somos sacerdotes. Amém?
Ao conhecer Jesus melhor nos últimos 10 anos, temos aprendido mais e mais sobre o que uma Igreja realmente é, o que os sacerdotes realmente são e como ser um sacerdote. Quando aprendemos essas coisas, somos levados a situações em que vamos precisar entender o que fazer sobre as denominações. As pessoas nas denominações não são inimigas. Algumas estão lá porque é só isso que conhecem. Se conhecessem mais sobre Jesus, iriam seguir alegremente. Então é muito importante que amemos as pessoas, mesmo nas denominações. Devemos ter muito cuidado para não sermos orgulhosos. Quando Deus dá para nós mendigos um pouco de comida, devemos compartilhar essa comida e não julgar outros por não terem dessa comida. Isso é Jesus—compartilhar toda a comida que Ele nos dá. Não separar por causa de comida, mas oferecer comida.
Essas coisas são muito, muito importantes e devemos tê-las em nossos corações e mentes de maneira clara. Não vamos nos acomodar com as coisas mornas e misturadas nas vidas das pessoas. Mas acreditamos que Jesus edificará Sua Igreja. Ao conhecermos pessoas nas denominações que realmente amam Jesus, talvez não devemos dizer: “Saia daí…cai fora!” Talvez vamos dizer: “Obedeça a Jesus com as pessoas que você conhece”. Vamos ensiná-las os caminhos de Jesus assim como Ele tem nos ensinado. E pedimos que elas ensinem os caminhos de Jesus a todos que conhecem. Agora, se fizerem isso, vão ser expulsa em muitas das denominações. Em muitas das denominações as pessoas não querem obedecer a Deus. Algumas pessoas querem, mas outras não.
Na verdadeira Igreja que Jesus está construindo, TODOS querem obedecer a Deus e TODO MUNDO ama Jesus. Porque todos somos sacerdotes, ajudamos uns aos outros. Se alguém não ama Jesus, eles se afastam.
A profecia da Igreja do Novo Testamento em Jeremias 31 é que “todos me conhecerão, do menor ao maior diz o Senhor”. Na Igreja verdadeira, todos conhecem Jesus. Na maioria das denominações isso não é verdade e existe muita mornidão. As pessoas amam o mundo e vivem em pecado e não mudam. Isso é terrível e triste. Mas também há pessoas nas denominações com um coração bom. Nosso trabalho não é fazer pessoas saírem. O nosso trabalho é ajudá-las a serem sacerdotes onde estão. Se tornarem sacerdotes onde estão, muitas pessoas vão mudar ou serão lançadas fora.

Onde Jesus está…pecado não pode ficar

Quando um irmão ou irmã se torna mais como Jesus dentro duma denominação, ou a denominação irá mudar ou a denominação irá matá-lo(a) ou lançá-lo(a) fora (como fizeram com Jesus). Então não temos medo das denominações. É como uma grande rede de pescar que apanha vários tipos de peixes. Há peixes muito bons na rede e outros não tão bons. O nosso trabalho como sacerdotes é chamar todos os peixes bons para serem sacerdotes onde estão. E as coisas podem mudar lá também.
Nínive mudou? Jonas foi vomitado por um peixe e entrou nessa cidade terrível. Houve muito, muito pecado lá. Mas a cidade inteira voltou-se a Deus, até o Rei. Precisamos crer que Deus pode fazer isso nas denominações. Precisamos crer que Deus pode fazer isso em Mzuzu. Quando temos amigos ou pessoas que conhecemos que estão nas denominações, não vamos pedir para que elas saiam, mas sim pedir que sejam como Jesus com todo o seu coração. Falar a palavra de Deus para todos que se encontram lá. Dar a sua vida e amar as pessoas, não minimizar o pecado e não deixar que os outros o minimizem. Jonas poderia ter sido morto pelas pessoas em Nínive. Ele estava sozinho. Mas eles se arrependeram e mudaram. Assim deve ser o nosso coração para todas as denominações. Vamos ser sacerdotes e ajudar todos a mudarem. Vamos tentar ajudar as pessoas boas que conhecemos nas denominações e pedir para elas serem sacerdotes onde estão para que possam ajudar as pessoas ao seu redor mudarem.
Vamos implorar a Deus com muitas lágrimas para que as denominações mudem. Jesus chorou; Ele derramou lágrimas sobre Jerusalém. Ele disse: “Quantas vezes eu quis reunir vocês como a galinha reúne seus pintinhos”. Mas Jerusalém não quis e O rejeitou. As pessoas O mataram. Se somos sacerdotes fiéis talvez elas nos matem também. Ou talvez a cidade inteira mude. Mas precisamos ser sacerdotes fiéis. Devemos pedir a todos para serem sacerdotes fiéis onde estão. Se tentarem ajudar as pessoas que conhecem, vão ficar mais fortes e talvez serão expulsos. Mas então podem estar com outros cristãos que têm o mesmo coração, uma vez que já tentaram ajudar as pessoas próximas a eles. É isso que um sacerdote faz. Precisamos amar aqueles que estão nas denominações. É isso que Jesus faz. Mas não aceitamos fermento. Precisamos viver para Verdade e pedir a todos nas denominações para também viverem para Verdade. Se todos fizerem isso, então Jesus edificará Sua Igreja.
Essas são as Boas Novas de Jesus. Precisamos viver dessa maneira para outras pessoas na comunidade. Sem misturar quente com frio…mas devemos amá-las e tentar ajudá-las. Não deve haver separação por causa de nomes e denominações. A separação somente deve vir se uma pessoa não quiser obedecer a Jesus. Não vamos saber até que tentamos. O nome da denominação não quer dizer que uma pessoa dentro da denominação seja má e não quer obedecer a Jesus. Não sabemos isso até que tentamos. É assim que devemos viver com as denominações: dar a nossa vida por elas, e fazer tudo para dar o Pão da Vida e pedir que façam a mesma coisa com as pessoas que elas conhecem. E depois vamos observar e ver o que Jesus vai fazer. Jesus disse que se fizermos a nossa parte Ele vai edificar a Sua Igreja e as muralhas do inferno não vão resistir ao ataque. Estamos assolando a cidade de satanás. Estamos escalando as muralhas. Estamos derrubando as portas. Estamos amando as pessoas e trazendo-as da escuridão para a Luz. Não estamos nos separando sobre títulos, mas amando pessoas até a morte. Fazemos o trabalho de um sacerdote e o Senhor irá construir a Sua Igreja!
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