domingo, 15 de fevereiro de 2015

“QUEM SALVARÁ NOSSOS FILHOS?"



 
“Porquanto Eu o escolhi, para que instrua seus filhos e todos os seus descendentes acerca de conservarem-se no Caminho do SENHOR, praticando o que é justo e direito, a fim de que o SENHOR faça vir sobre Abraão tudo quanto lhe tem prometido!” (Gn. 18:19)

“Ensinai os mandamentos do SENHOR aos vossos filhos, conversando acerca deles quando estiverdes sentados em casa e nos momentos em que estiverdes andando pelos caminhos, ao deitardes e quando vos levantardes para um novo dia;” (Dt. 11:19)

“Nas trilhas dos perversos existem espinhos e ciladas; quem deseja proteger a própria vida deve afastar-se deles. Ensina a criança no Caminho em que deve andar, e mesmo quando for idoso não se desviará dele!” (Pv. 22:5-6)

“Tão somente guarda-te a ti mesmo e cuida bem da tua própria alma, a fim de que jamais te esqueças dos muitos sinais que os teus olhos contemplaram, e para que tais vivas recordações nunca se apartem do teu coração, em nenhum dia da tua vida. Ensina-as com dedicação aos teus filhos e aos teus netos”.
(Dt. 4:9)

“O que ouvimos e aprendemos, o que os pais nos contaram, não o ocultaremos aos filhos; transmitiremos à geração vindoura as gloriosas realizações do SENHOR,seu poder e as maravilhas dos seus feitos.…”(sl. 78: 3-4)


            Hoje acordei lembrando de um filme de 1993 – ano em que minha filha Victória nasceu – “Enchente, quem salvará nossos filhos?” É um filme estadunidense de 1993, produzido diretamente para a televisão. É baseado na história de 43 jovens que foram levados por uma enchente relâmpago no rio Guadalupe, quando voltavam de um acampamento em Comfort, Texas, no dia 17 de julho de 1987 . Foi a pior enchente do rio Guadalupe desde 1932 . Foram 10 mortes, incluindo uma adolescente que caiu de um helicóptero enquanto estava sendo resgatada pois a corda arrebentou  . A correnteza foi tão forte que o ônibus e a van em que estavam os jovens foram encontradas muito abaixo no rio. Dos 10 corpos, um nunca foi encontrado . Este jovem recebeu a medalha Young American Medals for Bravery and Service, do presidente George Bush, em 1989 . Assiti muitas vezes esse filme, e até hoje quando é exibido na TV a Vick gosta de assiti-lo.
            Mas porque me lembrei dele hoje? Desde ontem assisto os noticiários, e não vejo nada além de notícias sobre blocos de carnaval, desfile de escolas de samba. Parece até que o País parou e se curvou diante de Baal - Baal (em hebraico: בַּעַל) é uma palavra semítica que significa Senhor ou Lorde. A raiz da palavra significa ele governa, ou ele possui, de onde vem o significado literal de senhor ou lorde, e também de marido. Baal, com o artigo definido, o Baal, era o nome do principal deus masculino dos fenícios e cartagineses, e aparece na Bíblia no plural, como baalim. Baal é identificado como Moloque – “Não entregue os seus filhos para serem sacrificados a Moloque. Não profanem o nome do seu Deus. Eu sou o Senhor.” (Lv. 18:21).
            Segundo as escrituras os povos amorreus por volta de 1900 a.C. adoravam a Moloque. Há quem diga que nos rituais de adoração havia atos sexuais e sacrifícios de crianças. Estas eram jogadas em uma cavidade da estátua de Moloque, onde havia fogo consumindo assim a criança viva. Ele era, ao mesmo tempo, um fogo purificador, destruidor e consumidor. A aparência de Moloque era de corpo humano com a cabeça de boi ou leão, no seu ventre havia uma cavidade em que o fogo era aceso para consumir sacrifícios. Muitos povos adoravam a Moloque, porém com o fortalecimento do povo Hebreu e de outros reinos, estes povos foram desaparecendo, deixando o costume de adoração a Moloque. Pelas ordens de Deus dadas ao povo hebreu através de Moisés, era proibido, expressamente, a adoração a Moloque, bem como também o sacrifício de crianças a ele, sendo este severamente punido (Lv 20,2-5).Moloque era conhecido também com Malcã. Os gregos antigos identificaram este deus cananeu, adorado pelos cartagineses com sacrifícios de bebês, com Cronos. A palavra Moleque é uma palavra africana proveniente do noroeste da Angola, onde tribos que adoravam Moloque colocavam o nome de moleque ou moleka, em crianças que estavam destinadas ao dêmonio Moloque.
            Na sexta-feira (13), em cerimônia oficial o prefeito da cidade do Rio de Janeiro entregou a “chave da cidade” ao Rei Momo - Na mitologia grega, Momo era o deus do sarcasmo e do delírio. Usando um gorro com guizos e segurando em uma mão uma máscara e na outra uma boneca, ele vivia rindo e tirando sarro dos outros deuses. Com esse jeitão esculachado, aprontou tantas que acabou expulso do Olimpo, a morada dos deuses. Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida.
            Assistindo os noticiários, principalmente os do Rio de Janeiro, entendi perfeitamente porque nossos pais nos levavam a retiros espirituais na época do carnaval. O que era muito bom, lá renovávamos as forças para encararmos um mundo cheio de espinhos e ciladas preparadas para nos afastar do D’us Eterno. O filme que citei acima fala justamente disso, de jovens que foram a um acampamento religioso. Diante da tragédia da enchente, os pais desses jovens se desesperam, questionando: quem salvará nossos filhos da enchente? Hoje quero questionar o seguinte com vocês: Quem salvará nossos filhos desse mundo cada vez mais “enchido” pelo mal? Isolarmos nossos filhos em acampamentos de retiro espiritual nada valerá se nossas vidas não estiverem cheias pelo verdadeiro cristianismo, se nosso ser não estiver tomado por uma enchente de práticas cristãs que denotem que somos do Senhor D’us.
            A Palavra de D’us nos instrui que devemos ensinar nossos filhos o caminho que eles devem andar, e quando forem velhos não se desviarão dele. Então pergunto: Por que vemos tantos filhos de “crentes” frequentando locais que não agradam ao D’us Eterno? E aprovando os que assim o fazem? Eu mesma respondo, “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;” (Is. 29:13), “Hipócritas! Bem profetizou Isaías sobre vós, denunciando: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens”.(Mt. 15:7-9)
            Só há uma maneira de salvarmos nossos filhos da enchente de imoralidade, promiscuidade, beberrice, e tudo que não agrada a D’us que são práticas dos dias de carnaval e do cotidiano do homem sem D’us – vivendo o que a vida cristã - “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 Jo. 2:15-17). Somente assim através do nosso amor a D'us e a verdadeira prática dos Seus ensinamentos,  nossos filhos serão salvos, porque eles aprenderão pelo nosso exemplo, e todos sabem que os filhos aprendem tudo pelo exemplo desde a meninice.
            O que faremos? Deixaremos a enchente do mal levar nossos filhos? Ou seremos o “galho” que eles terão para se agarrar para não serem levados a morte eterna.

D’us nos abençoe.

Rosana Márcia.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

ANSIEDADE

“A ansiedade no coração deixa o homem abatido...”(Pv.12:25b)

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, ele tem cuidado de vós.” (1 Pe. 5:7)
Hoje minha filha saiu do nordeste, especificamente de João Pessoa – PB, de volta pra casa. Ela foi de ônibus com os acadêmicos da universidade onde estuda, isso causou em mim grande ansiedade. Fiquei pensando nos perigos da estrada, nas dificuldades com a saúde que ela poderia ter, enfim, só fiquei pensando coisas “boas”, que parece ser uma tendência natural nossa, pensar no pior. Mas logo o Espirito Santo toca meu coração lembrando-me que isso é ansiedade.
Ansiedade  especialistas dizem que é o pior de todos os males psicológicos. "A ansiedade é uma excitação do sistema nervoso central, que acelera o funcionamento do corpo e da mente. Quando estamos ansiosos, liberamos o neurotransmissor noradrenalina, que provoca toda essa excitação. É um processo que pode ser tanto hereditário como adquirido através das experiências que temos nos ambientes mais hostis. A ansiedade está intimamente vinculada à forma como interpretamos as situações da vida", explica a psicóloga Sâmia Aguiar Brandão Simurro, de São Paulo (SP), que é vice-presidente de Projetos e Expansão da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, a ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. "Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas".
É um sentimento que pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental.
Os sintomas mais comuns de ansiedade incluem:
Aumento de alergias. Aumento em número, sensibilidade, reação. Poderá notar que as suas alergias pioraram, que é alérgico a mais substâncias, que as reações alérgicas são mais frequentes, ou que demoram mais a passar.
Dores de costas, Rigidez, inflamações, espasmos, imobilidade; Dores de costas, rigidez, tensão, pressão, inflamações, espasmos, imobilidade nos músculos das costas. Um ou mais músculos podem ser afetados. Este sintoma pode durar pouco tempo ou durar indefinidamente. Estes sintomas são comuns aos sintomas de stress.
Palidez, falta de cor, enrubescimento; Poderá parecer doente ou ter a cara, pescoço e braços avermelhados, sentir calor e tremores.
Tremores. Poderá sentir tremores, tonturas, arrepios. Este sintoma pode afetar todo o corpo ou só uma parte do corpo e acontecer apenas uma vez, ou repetidamente. Mudança de temperatura de corpo – Descida ou subida abrupta. A sua temperatura corporal poderá variar abaixo ou acima dos normais 37o.
Sensação de ardor. Poderá ter uma sensação de ardor como se tivesse uma queimadura solar. Esta sensação pode permanecer numa área do corpo, ou no corpo todo. Pode ser intermitente ou persistente. Esta sensação é normalmente provocada por situações de grande stress ou pensamentos aterrorizantes.
Dores no peito. Dor, pressão, pontadas, dormência. Estes sintomas podem localizar-se num determinado local ou espalhar-se por todo o peito. Podem ser esporádicos ou persistentes e são usualmente confundidos com sinais de ataque de coração.
Fadiga crónica. Poderá sentir-se extremamente exausto, sem energia. Poderá sentir-se cansado durante muito tempo ou após pequenas tarefas que habitualmente não o cansariam. Sente que poderia dormir o dia inteiro e mesmo assim acordar cansado.
Necessidade de açúcar, doces, ou chocolate. Sente uma grande necessidade de consumir açúcar, doces ou chocolate, persistentemente.
Dificuldade em falar e andar. Poderá experimentar dificuldade em andar, em falar, pronunciar palavras, sílabas, ou vogais, em mexer a boca, lábios ou língua. Em algumas pessoas estes sintomas são esporádicos, noutras pessoas são persistentes.
Excesso de energia. Poderá sentir-se demasiado enérgico, como se tivesse que correr ou fazer qualquer coisa para gastar a sua energia. Por vezes poderá não conseguir dormir, pois a sua cabeça parece estar a mil quilómetros à hora. Quantas mais tarefas e interesses tiver, mais quererá ter.
Sensação de que está a cair. Poderá experimentar breves episódios em que parecerá que está a cair, mesmo estando em chão firme. A sensação é quase como se estivesse prestes a desmaiar.
Frio. Poderá sentir-se usualmente frio, sem conseguir aquecer, faça o que fizer. Esta sensação poderá ir e vir, ou ser acompanhada de episódios de constipação.
Palpitações. Poderá sentir que o seu coração está acelerado ou demasiado lento, provocando dores no peito e tosse. Este sintoma poderá ser acompanhado de falta de ar.
Contração muscular. Um certo músculo, ou conjunto de músculos, poderá contrair-se involuntariamente.
Dormência e formigamento, perda de sensibilidade. Poderá sentir uma parte do seu corpo dormente, insensível ao toque, como se estivesse congelada ou anestesiada. Isto pode acontecer em todo o corpo, mas as partes afetadas mais comuns são as mãos, os pés, os braços e as pernas. A dormência pode ser provocada por inúmeros fatores, como permanecer muito tempo numa determinada posição, magoar ou pressionar um nervo, pressionar os nervos cervicais, falta de sangue numa área, stress, ansiedade, pânico, medo. Uma vez que existem várias condições médicas que podem provocar dormência, será aconselhável consultar um profissional da saúde.
Tensão e Dores Musculares Persistentes. Poderá sentir que os seus músculos estão sempre contraídos e doridos.
Fortes dores de cabeça. Poderá sentir dores na cabeça, nuca e pescoço. Poderá sentir apenas pressão ou até mesmo dor.
Necessidade frequente de urinar. Poderá sentir uma necessidade frequente e persistente de urinar, mesmo que tenha acabado de o fazer.
Dificuldade em respirar. Poderá sentir que a sua respiração é forçada e dolorosa. Aperceber-se à da sua forma de respirar e isto fará com que tenha dificuldade em o fazer.
Tonturas. Poderá sentir súbitas tonturas, acompanhadas da sensação de que ira desmaiar.
Redução da capacidade auditiva. Este sintoma pode assumir várias formas e varia de pessoa para pessoa. Pode traduzir-se em perda de audição, dificuldade em ouvir certos sons ou frequências, grande pressão nos ouvidos, assobio persistente no ouvido. Este sintoma pode afetar apenas um ouvido ou os dois.
Despersonalização. Poderá sentir-se surreal, resultante de um sonho, absorto da realidade. Poderá sentir que não faz parte do mundo, apenas o observa, e poderá questionar a sua sanidade mental.
Pensamentos, melodias, conceitos persistentes. Poderá sentir que determinados pensamentos, melodias e/ou conceitos não lhe saem da cabeça. Não importa o que faz, não consegue deixar de pensar neles.
Vazio emocional. Poderá sentir que não tem emoções, sejam positivas ou negativas. Racionalmente, sabe que se deveria preocupar, mas emocionalmente não sente nada.
Sabores e cheiros anormais. Poderá sentir, esporádica ou persistentemente, cheiros e sabores que não estão relacionados com o ambiente em que está ou com algo que ingeriu. Não têm explicação racional.
Engasgue. Poderá sentir frequentemente que têm algo preso na garganta, que está a engasgar e que não consegue engolir.
Falta de apetite ou de paladar. Poderá sentir falta de apetite, ou que a comida não tem sabor.
Náuseas. É frequente a sensação de dores de estômago, acompanhadas de vontade de vomitar. Existem vários fatores que podem causar náuseas, como dor intensa, gravidez, exposição a tóxicos, intoxicação alimentar, traumatismo craniano, apendicite, etc. Como tal, deverá consultar um médico para se certificar se é causada por ansiedade e pânico ou por outra condição médica.
Ilusões ópticas. Poderá experimentar ilusões de óptica, movimentos ou estrelas ao canto do olho que não existem.
Medos.
Medo de morrer
Sente que a sua doença está em fase terminal e que ninguém se apercebe. Acredita que as dores que sente no peito são sinais de ataques cardíacos ou que as dores de cabeça são sinal de um tumor ou aneurisma. Sente um intenso medo de morrer, pensa na morte mais do que é normal.
Medo de perder o controle
Numa multidão ou num grupo, sente que irá fazer algo embaraçante como desmaiar, vomitar, engasgar-se, gaguejar, etc.  sente não conseguir controlar o seu corpo ou aquilo que diz. Apesar de realmente não perder o controlo, o seu medo persiste e leva a ataques de pânico.
Medo de um perigo iminente
Sente que algo extremamente mal irá acontecer, mas não está certo do que se trata. Poderá também pensar que o seu mundo irá acabar. Este medo do «e se» pode ser intermitente ou frequente.
Medo de ficar louco
De repente, assalta-o um enorme medo de perder a sanidade. Poderá acreditar que não se consegue lembrar-se de coisas tão facilmente como antes. Por vezes, isto é acompanhado de um intenso medo de ter um esgotamento nervoso. Também poderá ter períodos de pensamentos «malucos» que o assustam, pensamentos estes que são incontroláveis e intermitentes.

Diante dessas informações comecei a pensar, esse mal é tão antigo e rotineiro na vida das pessoas, que somente a Bíblia menciona 314 vezes no Velho Testamento e 119 no Novo Testamento. É um mal capaz de minar e romper nossa confiança em D’us. Jesus diz: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6:31-34), Paulo aos Filipenses confirma: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”. (Fl 4:6-7). Mas por que temos tanta resistência em confiar em D’us nossas necessidades e aflições? Lendo sobre ansiedade, conclui que é uma doença criada na mente, então analisando de forma pragmática, se tivermos a mente de cristo, D’us guardará nossos pensamentos (Fl.4:7). Mas como ter a mente de Cristo? Paulo trás a resposta ao continuarmos a leitura de sua carta aos Filipenses: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco. Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade. Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre. Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade.
Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.(Fl 4:8-13).
O Espirito Santo de D'us ajudou-me a encontrar paz nessa manhã. Curei-me da ansiedade? Não. Mas, eu sei, e preciso lembra-me a cada manhã – “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Que lançando sobre Ele minha ansiedade, Ele fará a Sua parte. Que o contrario disso não provêm de D’us.
“Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; O pão nosso de cada dia nos dá hoje; E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; E não nos conduzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.  E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”.(Mt 6:14-24).  Amém!
D’us nos abençoe.

Rosana Márcia.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Tempo.

Sempre quando venho para o trabalho, viajo no mesmo ônibus com o mesmo motorista e a mesma cobradora. Sou uma pessoa que faço amizades facilmente, por conta disso, o motorista do ônibus sempre me deixa bem perto do meu local de trabalho. Mas, uma coisa me chama à atenção todos os dias, é a pressa que ele, o motorista, tem para chegar no centro do Rio de Janeiro, mesmo sabendo que ele tem um horário para alcançar o ponto final. Isso me fez pensar sobre o tempo, de como temos pressa para coisas desnecessárias, enquanto para outras realmente importantes deixamos o tempo se esvair de nossas mãos. Paulo aos Efésios começa o capítulo 5 pedindo que sejamos imitadores de D’us,  e continua assim:

2.E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.
3 Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos;
4 Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças.
5 Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
7 Portanto, não sejais seus companheiros.
8 Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz
9 (Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade);
10 Aprovando o que é agradável ao Senhor.
11 E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.
12 Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.
13 Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.
14 Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.
15 Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,
16 Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.
17 Por isso não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.
18 E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;
19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
20 Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;
21 Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.
22 Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao SENHOR;
23 Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
25 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
26 Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
27 Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
28 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja;
30 Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
31 Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne.
32 Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
33 Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie o marido.

Ele relaciona como deve ser o proceder do cristão. Mas em todo o capítulo, remir o tempo me chama muito a atenção, ele diz que os dias são maus, e que não devemos ser insensatos e saber qual é a vontade de D’us.
            Hoje a minha amiga cobradora do ônibus perdeu uma amiga mais chegada que uma irmã, eu queria ter podido conforta-la mais, ter mais tempo para conversar com ela, mas o tempo não permitiu, logo cheguei ao meu destino, e continuei a caminhar pensando como é que tenho remido meu tempo? Tenho usado com sensatez, tenho buscado saber qual é a vontade de D’us? Tenho aproveitado o tempo que se chama hoje para fazer o que D’us espera de mim. Na semana que passou pude ler com tristeza sobre uma pessoa que possui tanto conhecimento teológico e está aproveitando o seu tempo e seu conhecimento para levar pessoas ao caminho da perversão, quando deveria leva-los ao aprisco da santidade. Isso chocou-me, mas fez acender em mim a lâmpada que indica a saída de emergência. É tempo de sairmos da vida que desagrada a D’us, é tempo de buscarmos lugares que nos conduzam de volta ao Pai, onde a santidade nos levará a ver D’us.      
            O livro de Eclesiastes diz: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu...”. Os dias são maus, remir o tempo é estar atendo a vontade de D’us para podermos fazer tudo no tempo determinado, só assim estaremos aproveitando bem cada minuto da nossa vida, e ficando cada vez mais perto de D’us.
            Como vai usar o seu tempo hoje?
            D’us nos abençoe;

Rosana Márcia.

sábado, 8 de março de 2014

D’US CUIDARÁ




E Suzana se foi, desse mundo. Eu não conheci Suzana pessoalmente, e nem era sua amiga, mas o pedido de oração que chegou até mim através da rede social muito me tocou. Consegui me colocar no lugar daquela mãe que com certeza pensava que ao partir não participaria do crescimento de seus filhos, tão pequenos, que estaria privada da sua vida conjugal, da companhia dos irmãos e dos amigos. Orei e pedi muitas orações em favor de Suzana. Sei que D’us deu o sopro da vida, sei que Ele conhece cada partícula que compõe nosso corpo, e que se Ele quisesse faria um milagre na vida de Suzana, curando-a. Mas, isso não aconteceu, e eu não consigo entender os desígnios de D’us, só sei uma coisa que “Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos...que Ele é piedoso e justo, que nosso D’us é misericordioso” (Sl 116), e por causa desses Seus atributos Suzana se foi. Os seus filhos, seu marido? Estão nas mãos do Senhor. Ele tomará conta dos queridos de Suzana. As vezes relutamos em partir e deixar partir, porque não cremos que D’us é capaz de cuidar dos nossos. Mas Ele cuida... Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida... E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles... Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt 6).
E Suzana se foi, desse mundo. Porque para nós que cremos na vida futura, na vida eterna, somos forasteiros aqui, esse não é nosso lar. Por isso é que hoje, Suzana dorme, para, espero que muito breve, acordarmos todos juntos para vivermos a eternidade ao lado de D’us.
Meus profundos sentimentos a Bruno e seus dois lindos filhos – que D’us cuidará!
“Aflito e triste coração,
Deus cuidará de ti;
Por ti opera a su a mão,
Que cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

Na dor cruel, na provação,
Deus cuidará de ti;
Socorro dá e salvação,
Pois cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

A tua fé Deus quer provar,
Mas cuidará de ti;
O teu amor quer aumentar,
E cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

Nos seus tesouros tudo tens,
Deus cuidará de ti;
Terrestres e celestes bens,
E cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.

O que é mister te pode dar,
Quem cuidará de ti;
Nos braços seus te sustentar,
Pois cuidará de ti.

Deus cuidará de ti,
Em cada dia proverá;
Sim, cuidará de ti,
Deus cuidará de ti.” 

História do hino 344 do Cantor Cristão – Deus cuidará de ti

Era um domingo pela manhã em 1904. O rev. Walter Stillman Martin, pregador apreciado, freqüentemente convidado para séries de conferências e pregações pelas igrejas, teve um convite na cidade de Lestershire, Estado de Nova Iorque. A sua esposa Civilla, enferma e semi-inválida, e seu filho, ainda menino, estavam com ele na cidade. De repente, piorou consideravelmente o estado de saúde de sua esposa. Que fazer? Seria prudente deixá-la sozinha somente com o menino? O pr. Martin pensou em comunicar à igreja que seria imperativo cancelar o compromisso. Quando estava pronto para fazer a ligação, ouviu a voz do filho: “Pai, se é a vontade de Deus que você vá pregar hoje na igreja, Ele não poderá tomar conta da mamãe enquanto você estiver ausente?”  O pr. Martin não fez a ligação. Aquela voz do seu filho afastou, de repente, todo o seu temor. Sim, Deus seria capaz de cuidar dela! A voz da sua esposa ajuntou-se à do menino: “Deus cuidará de mim.” O pr. Martin deixou a mulher e o filho aos cuidados de Deus e foi pregar. Houve muitas conversões! Sentia a mão de Deus abençoando-o poderosamente naquele dia. Chegando ao lar, qual a sua felicidade! O seu filho trazia na mão um envelope com uma poesia escrita no dorso com o título “Deus Cuidará de Ti”. “A pergunta que nosso filho fez e a simplicidade de sua fé me inspirou essas estrofes”, explicou Civilla. O seu marido também compartilhou as bênçãos que havia recebido. O pr. Martin, apanhando o poema sentou-se ao órgão. Dentro em pouco estava composta a melodia. Este hino maravilhoso sobreviveu ao casal, e até hoje nos conforta em cada angústia e cada tribulação.
         Salomão Luiz Ginsburg traduziu este hino em 1905, dedicando a tradução a Francis M. Edwards, missionário batista no Brasil de 1907 a 1924. Certamente com esta tradução Ginsburg procurava encorajar e fortificar a fé de Edwards, que passava por dias difíceis. Por
alguma razão, ele publicou sua versão somente em 24 de outubro de 1912, em O Jornal Batista, na pág
ina 6.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

SAUDADE



No final de semana quando conversava com meu marido sobre vários assuntos ele falou sobre seu irmão Samuel, que morreu em novembro de 2012. Ele contou que deixa o relógio que era de Samuel sempre a vista, ele não coloca no braço, mas faz questão de deixá-lo sempre perto para poder dar cordas, pra poder tocar nele, é uma forma que ele encontra de compensar a saudade que sente do irmão. Isso me fez lembrar que saudade é uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. "Saudade", só conhecida em galego e português, descreve a mistura dos sentimentos de perda, falta, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar". Diz a lenda que o termo foi cunhado na época dos Descobrimentos portugueses e do Brasil colônia, quando esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações. Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está diretamente ligada à tradição marítima lusitana. Nada aplacará a saudade causada pela morte, não há como remediar a dor da saudade causada pela morte daqueles a quem amamos. Por isso é tão importante mantermos relações de proximidade com nossos queridos, para que ao sermos assolados pela morte novamente, possamos ter o consolo das mais ricas lembranças a nos confortar nos dias de saudade. Não deixemos que frivolidades impeçam que tenhamos momentos de comunhão com nossas famílias, com nossos amigos e com aqueles mais chegados que irmãos. “ Oh quão bom e com suave é que os irmãos vivam em união”. A saudade estampada no rosto do meu marido muito me comoveu, e me fez pensar que grande significado tem aquele relógio, porque ele me fez lembrar que o tempo é curto e deve ser bem aproveitado, nunca desperdiçado, que  daremos contas a D’us pelo que fizemos de mal e de bem também. Por isso quis compartilhar esse sentimento com vocês. Quanto tempo você gastou hoje e como gastou?
D’us nos abençoe.
Rosana Márcia.

domingo, 21 de abril de 2013

70 x 7 ?



Hoje, uma manhã chuvosa e fria (coisa rara aqui no RJ), me encontro a pensar sobre vários assuntos. Mas minha mente se agarra, tal qual um chiclete na sola de um  sapato, uma questão, e que quero compartilhar com vocês. Minha questão é a seguinte, por que somos tão impelidos a odiar e tão demovidos a perdoar? Por que ficamos encontrando “desculpas” para justificar o rancor que alimentamos. Será que não percebemos que em longo prazo deixar de perdoar a quem nos fez mal só fará mal a nós mesmos, tornando-nos pessoas incapazes de amar, cheias de doenças psicossomáticas e amargas? Meu marido me ensinou muitas coisas (mesmo ele sofrendo de ingenuidade patológica), entre elas,  duas  quero destacar – aprendi a ter misericórdia e a perdoar. Não sofri pouco nessa vida, e pude experimentar o sofrimento já na tenra idade. Hoje não vou dizer que perdoar é um exercício fácil para mim, mas por ser um exercício ele fortalece o meu caráter dando-me forças para seguir em frente. Dizem os especialistas que o exercício físico libera no cérebro substâncias que proporcionam uma sensação de paz e de tranquilidade. São as endorfinas, neuromediadores ligados a génese do bem-estar e do prazer. Por ser um potente libertador de endorfina o exercício físico cria a boa dependência quando praticado regularmente e faz falta como faria qualquer outra substância associada ao prazer. Quero traçar um paralelo do exercício físico ao exercício do perdão, enquanto o exercício físico libera endorfina criando dependência e nos faz falta se não praticarmos regularmente, assim o exercício do perdão libera a conexão com D’us, criando uma dependência do Pai, gerando uma sensação de bem-estar e prazer, concedendo paz, tranquilidade e aprovação de D’us. Recentemente uma amiga – querida demais – postou uma frase em uma rede social que dizia o seguinte: “Somente aquilo que realmente somos pode nos curar” (Jung). Isso ficou na minha cabeça, porque sempre questiono o que leio, e sempre tento aproveitar alguma lição para mim. Comecei a pensar sobre o que sou realmente? E conclui que as minhas ações são resultado do que sou, mas se não me enfrento, as minhas ações serão danosas para mim e para o outro. Mas se me reconheço, posso compreender que o que sou realmente evitando ações que magoem o outro, alimentando assim o mal que há em mim. Somos o resultado de tudo o que foi impresso em nós, por isso o resultado nem sempre será bom, muito pelo contrário, na maioria das vezes será ruim. Mas existe alguém que pode  ajudar a nos enfrentarmos, libertando-nos de nós mesmos. Se você sabe o que realmente és, e isso faz de você um mal para o outro, “volta pra D’us, que Ele te quer, volta ao teu porto, pois só há lugar feliz onde se é amado, e como Ele te ama”! Se, pois, o filho vos libertar verdadeiramente sereis livres (João 8:36). E livres, não haverá obstáculos para o perdão.
D’us nos abençoe!

Rosana Márcia

domingo, 14 de abril de 2013

SINDROME DE JONAS



Ando pensando sobre os últimos acontecimentos, sobre pastores desonestos, sobre direitos humanos e sobre o homossexualismo. Tenho percebido como as pessoas demonstram o que pensam nas redes sociais, e como elas revelam quem realmente são nos seus “post’s”. Eu mesma faço isso muitas vezes, no sentido de defender o que penso e mostrar a todos no que eu creio. Recentemente decidi parar de me envolver na “guerra de compartilhamentos” pró-Feliciano e pró- Jean Willys pensei que não devo colocar nenhum dos dois em mais evidencia ainda, porque acabamos enaltecendo os personagens de uma história onde os dois estão errados. Então comecei a apresentar o que eu chamarei de a Síndrome de Jonas. Nenhum outro livro do Antigo Testamento (Bíblia Sagrada) busca de maneira tão enfática a extensão da misericórdia divina às nações gentias. Em Jonas, a misericórdia divina é oferecida aos pagãos, que se arrependem e reagem favoravelmente ao Deus de Israel.
Foi assim que tudo começou
Um dia Jonas estava em casa, aí pelo ano 750 aC, quando Deus falou com ele.
“Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: ‘Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela porque a sua malícia subiu até mim”.
Sem dúvida, esta era uma tarefa para a qual Jonas não tinha absolutamente o coração disposto. Jonas se dispõe, sim, mas para fugir da presença do Senhor e encafurnar-se em Társis. O texto é irônico. Deus disse: “Dispõe-te”. Jonas de fato se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor. Se acontecesse no norte do Brasil, eu diria que as pessoas falariam da seguinte maneira: “É, Senhor Deus, estou muito disposto, mas a fugir dessa obrigação”.Para Jonas aquela era uma missão que confrontava profundamente seu nacionalismo e sua consciência ideológica. Ele prefere fugir a ela, deixando assim de sacrificar sua coerência político-ideológica. “Tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis. Pagou, pois sua passagem, e embarcou nele, para ir com eles para Társis, longe da presença do Senhor”.  Jonas fugiu! “Mas o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar”. De repente os até então bem sucedidos planos de Jonas são confrontados pelo pior de todos os oponentes: o amor apaixonado de Deus. Isso porque nenhuma fuga de Deus dura para sempre, quando aquele que foge é alguém que o conhece. É melhor viver como um ateu alienado de Deus do que como um cristão fugindo de Deus. As consequências práticas do ateísmo e do paganismo são menos dramáticas do que aquelas que atingem a vida dos que estão num processo de fuga de Deus. A existência se torna inimiga dos servos de Deus em desobediência. Não há ninguém mais sujeito ao azar na vida do que um servo de Deus consciente da sua vontade e em processo de fuga de Deus. “Então os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus, e lançavam ao mar a carga que estava no navio para o aliviarem do peso dela”.Jonas tenta fugir de Deus e cai dentro de uma fervorosa reunião de oração. Talvez em navio nenhum do mundo se tenha orado tanto quanto naquele navio em que se encontrava Jonas. Ele descobre fé entre os pagãos “como nem em Israel”. Já ouviu isso antes? “Nem em Israel achei fé como esta”! Na tentativa de fugir de Deus, tudo fala mais de Deus do que na tentativa de obedecer-lhe. Todavia, o ouvir de Deus em desobediência é um ouvir apavorado. Os marinheiros estão em pânico. Preces de desespero são erguidas aos céus. “Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente”. No texto da versão grega do Velho Testamento, chamada de Septuaginta, se diz que Jonas não só dormia, mas “roncava profundamente”. Ele foi capaz de abandonar a mais fervorosa reunião de oração da sua vida e afundar-se em lânguido sono. Isso porque a desobediência à vontade de Deus elimina sempre a vontade de viver. Quem acha a vida, perde-a. Quem a perde, acha-a. Quem conhecendo a Deus não lhe faz a vontade acaba perdendo a vontade de viver. Esta é, sem dúvida, uma lei existencial realmente irônica: enquanto os pagãos ansiavam por viver e lutavam com raça e garra por sua vida, Jonas se auto-sepultara num sono de desistência da vida. “Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu Deus; talvez assim esse Deus se lembre de nós para que não pereçamos”. O estado de alienação da vontade de Deus torna Jonas menos humano e menos cristão do que os pagãos. Eles lutavam pela vida; Jonas dormia. Eles invocavam cada qual o seu deus; Jonas não tinha prece em seus lábios, estava totalmente silencioso. Ele é o típico líder cristão, pastor, teólogo, profeta, ou líder natural na comunidade que desaprendeu a possibilidade da oração, cerrou os lábios, ficou mudo, sem preces. Os pagãos do navio eram mais sensíveis aos sinais dos tempos do que o cristão Jonas. Eles não interpretavam a tempestade como um mero fenômeno natural; sabiam por intuição que havia algo alienígena naquela tempestade. Por isso, diziam uns aos outros: “Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas”. Jonas perdera totalmente a consciência de que o mundo espiritual também funciona à base da lei de causa e efeito. No entanto os marinheiros pagãos pareciam saber com muita clareza que ninguém foge de Deus impunemente. A sorte é lançada, e o azar é de Jonas. Descobre-se que o homem de Deus era a causa da desgraça. Sua vida atraíra maldição sobre todo o grupo. Preste atenção nisto: homens de Deus em fuga de Deus trazem maldição aonde quer que vão. Também uma igreja alheia à vontade de Deus é instrumento de desgraça para a sociedade. Esta é a lição que os marinheiros nos dão quando dizem a Jonas: “Declara-nos agora por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu? Ele lhes respondeu: Sou hebreu, e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra”. Jonas responde apenas à última pergunta. Sua resposta é evasiva, com traços de autojustificação além de definidora de uma atitude existencial de cinismo teológico. Quando diz “Sou hebreu” ele parece estar tentando dizer a si mesmo que tinha direito a peregrinação, ou talvez àquela peregrinação. Afinal, a palavra hebreu provém dum radical que significa “aquele que passa, aquele que vai, aquele que se move, aquele que está a caminho, aquele que anda”. É assim que Jonas se justifica: “Eu estou fugindo porque existencialmente sou um ser a caminho”. E quando ele afirma que “teme ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” ele nos apresenta seu cinismo existencial e teológico. Ele confessa temer um Deus cósmico do qual pensa ser possível fugir. Confessa temer ao Senhor, mas não lhe dirige uma prece sequer. Ele é como muitos que têm uma teologia para justificar suas fugas de Deus e uma fé que não produz oração. Nada é mais falso que uma teologia que não leve a orar – por mais ortodoxa que seja, como era o caso da de Jonas. A declaração sobre quem é o Deus de Jonas, e as razões da viagem apresentadas por Jonas apavoraram os marinheiros. Possuídos de grande temor, inquiriram:“Que é isto que fizeste? Pois sabiam os homens que fugia da presença do Senhor, porque lho havia declarado”. Neste ponto a Bíblia começa a condenar a tragédia de se ter uma intimidade com Deus tornada cínica. Jonas estava literalmente brincando com fogo, e não sabia. Ou sabia, mas se negava a considerar as conseqüências. E mais: a Palavra de Deus mais uma vez nos ensina que são justamente os pagãos que revelam ter uma fé em Deus mais profunda do que Jonas. Isso porque temem suas divindades com mais reverência e dedicação do que muitos a Deus, entre os que se declaram povo de Deus. Os marinheiros parecem estar argüindo: “Jonas, quem tem um Deus como o seu tem todas as opções da vida, menos a de fugir de Deus”. E mais que isso: eles sabem que algo tem que ser feito a fim de que a calamidade seja contida. Por isso lhe perguntam: “Que te faremos, para que o mar se nos acalme?” “Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso”. Jonas responde: “Tomai-me, lançai-me ao mar, e o mar se aquietará; porque eu sei que por minha causa vos sobreveio esta grande tempestade”. Desta forma Jonas assume o fato de que a tragédia que se tornara de todos naquela pequena sociedade da embarcação era conseqüência direta da sua fuga de Deus. Ele tinha plena consciência disso. Tanto era assim que afirmou: “Eu sei que sou a razão da tragédia”. Neste ponto ele parece estar ainda com uma significativa vantagem sobre nós, os que estamos lendo este artigo. Isto porque para muitos de nós, diferentemente de Jonas, a tragédia do mundo parece nada ter a ver conosco. Todavia tem tudo a ver. E a razão é simples: aqueles que são designados a ser bênção para o mundo tornam-se maldição para a sociedade, quando não assumem seu papel de bênção na vida. Contudo os homens remavam, esforçando-se galhardamente por atingir a terra, sem no entanto nada conseguir, porque o mar se tornara cada vez mais tempestuoso, investindo contra a embarcação. Então clamaram ao Senhor, dizendo: “Ah, Senhor, rogamo-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve. E levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. Temeram pois estes homens em extremo ao Senhor, e ofereceram sacrifícios ao Senhor, e fizeram votos”. Esta é uma das muitas ironias da história de Jonas. Na intenção de fugir de Deus e da sua missão ele acaba sendo instrumento de salvação para muitos povos. Aqui fica uma tremenda lição: o mundo só tem o verdadeiro testemunho da salvação quando a Igreja dá este testemunho com pureza e verdade, ou quando confessa sua fuga e sua desobediência à vontade de Deus. Jonas confessa a verdade, ainda que em meio a uma profunda falta de ânimo espiritual. Ele dá testemunho de sua fuga de Deus, do Deus a quem não se foge, o Deus de toda a vida, e que está em toda parte. O princípio espiritual implícito neste evento é simplesmente tremendo: quando o povo de Deus tem coragem de confessar que a culpa é sua, o mundo crê. Neste ponto da narrativa da história de Jonas parece que atingimos o ápice de sua desgraça e desesperança. Sua vida e seu ministério parecem definitivamente liquidados. Mas é neste ponto que nos é lembrado que “o dom e a vocação de Deus são irrevogáveis”. “Deparou o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe. Então Jonas do ventre do peixe orou ao Senhor, seu Deus e disse: ‘Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do abismo gritei, e tu me ouviste a voz”.Deus não desiste de Jonas – embora o que parecia era que Jonas desistira de Deus completamente. Todavia ele dá a impressão de ser o exemplo clássico da pessoa que só ora em dificuldade extrema. Se não, observe: ele não orou para decidir (Jn, 1:3); não orou quando a tempestade veio (Jn, 1:4); não orou quando todos oravam (Jn, 1:5); não orou quando a verdade sobre sua fuga se tornou pública (Jn, 1:10,11); não orou quando os marinheiros, num último rasgo de solidariedade humana, tentavam chegar à terra remando (Jn, 1:13); não orou quando os marinheiros oravam pedindo a Deus que não os culpasse por terem que lançá-lo ao mar (Jn, 1:14); e provavelmente não orou nem no primeiro nem no segundo dia no ventre da baleia, o grande peixe, o monstro marinho, porque se tivesse orado antes talvez a história não houvesse contado que ele permaneceu no ventre três dias e três noites. O profeta Jonas parece ter sido realmente renitente: deixou para orar no último dia. É no entanto no ventre do peixe que ele começa a recuperar sua saúde humana e sua fé. É no ventre do peixe que começa a recuperar a saúde da alma, quando restaura uma das mais fantásticas possibilidades da alma humana, a possibilidade da angústia. Quando diz: “Na minha angústia clamei ao Senhor”. Angústia aqui aparece como um sintoma de que a alma está viva. Pois até então sua apatia só falava de uma alma sem nervos, morta. “Pois me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou, todas as tuas ondas e as tuas vagas passaram por cima de mim. Então disse: ‘Lançado estou de diante dos teus olhos; tornarei porventura a ver o teu santo templo?” Com toda a sua teologia, Jonas ainda pensava ser possível, na prática, fugir de Deus. Isso porque orava suplicando livramento, sem contudo entender que a própria tragédia de ter sido engolido pelo monstro era parte da resposta que buscava em Deus. Jonas não entendia tragédia como possibilidade de expressão do amor de Deus. “As águas me cercaram até à alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça até os fundamentos dos montes. Desci até a terra, cujos ferrolhos se correram sobre mim para sempre; contudo fizeste subir da sepultura a minha vida, ó Senhor, meu Deus!” No auge de um quase sadio desespero Jonas experimenta a realidade existencial da ressurreição: é arrancado da sepultura. Ele tinha que morrer para poder provar o poder existencial da ressurreição: “Quando dentro em mim desfalecia a minha alma, eu me lembrei do Senhor; e subiu a ti a minha oração”. Oração é a única e suficiente resposta da alma em crise ao Deus que busca restaurá-la. Oração é o sinal por excelência de que a alma ainda está viva: “Os que se entregam à idolatria vã abandonam aquele que é misericordioso”, diz Jonas. Neste ponto Jonas assume sua própria idolatria. Isso porque no contexto do livro o único verdadeiramente idólatra é ele. Ele foi aquele que cultuou de forma tão absoluta a ideologia e o nacionalismo que preferiu fugir de Deus a ter que trair seus compromissos políticos e ideológicos. Agora ele diz: “Mas com a voz do agradecimento eu te oferecerei sacrifício; o que votei, pagarei. Ao Senhor pertence a salvação”. Jonas resolve que se houvesse uma outra chance ela não seria desperdiçada. Uma vez livre da tragédia de estar preso no porão dos oceanos, ele se compromete a cumprir a missão da qual fugira. Rende-se pois à implacável perseguição do amor de Deus, na sua obstinada insistência de não perder um profeta, de não perder um líder. “Falou pois o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra. Veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: ‘Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e proclama contra ela a mensagem que te digo’. Levantou-se pois Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor. Ora, Nínive era cidade importante diante de Deus, e de três dias para percorrê-la. Começou Jonas a percorrer a cidade, caminho de um dia, e pregava e dizia: ‘Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida’. Os ninivitas creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de panos de saco, desde o maior até o menor. Chegou esta notícia ao rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou de si as vestes reais, cobriu-se de pano de saco, e assentou-se sobre cinza. E fez-se proclamar e divulgar em Nínive: Por mandado do rei e seus grandes, nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem os levem ao pasto, nem bebam água; mas sejam cobertos de pano de saco, assim os homens como os animais, e clamarão fortemente a Deus e se converterão cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se voltará Deus e se arrependerá e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho: e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. Com isso desgostou-se Jonas extremamente, e ficou irado”. Jonas não estava interessado em nenhuma conversão ou arrependimento que não tivesse implicações de mudança imediata na cena política à sua volta. Se fosse hoje ele diria: “O novo nascimento que não mudar a atitude política das pessoas não tem nenhum valor histórico”. Então Jonas orou ao Senhor e disse: “Ah! Senhor, não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em benignidade, e que te arrependes do mal”. O que ele queria não era vê-los salvos, mas achatados, esmagados. Assim ele diz: “Peço-te pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver”. É em razão disso que o Senhor o questiona: “É razoável essa tua ira? Então Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da mesma...” Ora, é importante lembrar que na tradição bíblica é do Oriente que sempre vem o juízo e o castigo. “Assentou-se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou debaixo dela, à sobra, até ver o que aconteceria à cidade.” Jonas tem ainda uma última esperança: de que a cidade se arrependa de ter se arrependido e volte a pecar, atraindo assim o juízo de Deus contra si.  “Então fez o Senhor Deus nascer uma planta, que subiu por cima de Jonas para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto. Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta. Mas Deus no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou. Em nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte dizendo: Melhor me é morrer do que viver. Então perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até a morte. Tornou o Senhor: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer; que numa noite nasceu e numa noite pereceu; e não hei eu de ter compaixão da grande cidade de Nínive em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” E Deus termina dizendo: “Jonas, por favor! redimensione o que você sentiu pela planta e você será capaz de sentir o que eu sinto por Nínive. O apelo final de Deus a Jonas é no sentido de que ele recupere a possibilidade da compaixão e da misericórdia. Em outras palavras, Deus está dizendo que a única forma de se viver qualquer projeto em nome dele na história é colocando a causa da salvação acima de tudo, inclusive acima daquelas causas às quais muitas vezes são atribuídos interesses prioritários relacionados ao seu reino. Além do mais, não há nenhuma saúde possível para o homem de Deus que não tem dentro de si a possibilidade do amor compassivo. Sem esse amor compassivo a vida mergulha na amargura, no justicismo perverso, na unilateralidade ideológica e num viver que perde a possibilidade do amor e da compaixão, cujo único fim e propósito é alimentar na alma a amargura de não conseguir amar aquelas criaturas estranhas em volta de nós, tão amadas por ele. Portanto, meu irmão e minha irmã, o apelo de Deus a todos nós é este: “Volte a amar tudo e todos quantos eu amo, mesmo os mais inamáveis da história. Caso contrário, sua vida será marcada pela tragédia de um amargor sem cura”.
O que eu chamo de Sindrome de Jonas, é o que eu estava sentindo nos últimos dias, quando decidi que não queria mais saber dessa disputa de forças do pastor e os homossexuais, simplesmente agi como Jonas – que Deus castigue todos eles que vivem em dissonância com a sua vontade, é o que eles merecem! Esqueci-me totalmente da imensa misericórdia de Deus, e o desejo dEle que o pecador se arrependa. Por isso, devo abandonar a síndrome de Jonas, me posicionar contra o pecado, e não me calar, mas pregar a verdade ao pecador, que Deus deseja que ele abandone seus maus caminhos e converta-se ao Senhor!


Rosana Márcia.


Fonte: Jonas o sucesso do fracasso – Caio Fábio