terça-feira, 31 de agosto de 2010



“O ATALHO”
“Há caminho que para o homem parece direito, mas o fim dele conduz a morte”.(Pv.16:25)  
            No último final de semana resolvemos fazer uma pequena viagem para conhecermos a cidade de bom Jardim de Minas, que fica na Serra da Mantiqueira e distante 50 Km de onde moramos. Tínhamos duas opções, a de seguir o guia oficial, ou pedir informação para alguém que conhecesse o caminho; então, decidimos  pedir informação para um conhecido nosso. Ele indicou o caminho para meu marido que seria bem mais perto, salientando ainda, que o caminho do guia era bem mais longe. Saímos para nosso roteiro turístico seguindo o atalho indicado pelo nosso vizinho. Foi trágico! O caminho era uma estrada de terra cheia de pedras e curvas perigosas; quando chegamos em uma “cidadezinha” a beira dessa estrada, isso a 1 hora de viagem, perguntamos para um morador se estávamos longe de Bom jardim, e ele respondeu que era só seguir em frente pela mesma estrada, por mais 32 km; então perguntamos: 32 km de terra? E ele respondeu: Sim, vocês vão levar 1 hora de viagem até lá. Como já estávamos na metade do trajeto, então resolvemos continuar. Em certo momento começamos a ficar em dúvida se chegaríamos ou não em Bom Jardim; parecia que era mais fácil atingir o topo daquelas montanhas do que chegar na cidade. Confesso que fiquei com medo; medo de sofremos um acidente naquela estrada perigosa, medo de furar pneus por causa da quantidade pedras no caminho; mas, procurei não demonstrar para não deixar meu marido preocupado. Bom, no final de 2 horas de viagem, finalmente chegamos na cidade de Bom Jardim de Minas. Pena que o comércio já estava fechado; então resolvemos procurar um local onde pudéssemos usar o banheiro e pegar o caminho de volta. Quando chegamos em um restaurante muito charmoso, chamado “Cantinho de Minas”; meu marido perguntou para o dono se não havia uma estrada melhor para voltarmos para Volta Redonda, e ele respondeu que a melhor estrada e a mais curta era a que indicava no guia oficial, e que a estrada que pegamos era muito ruim e perigosa. Usamos o banheiro e voltamos pra casa, pela a estrada do guia oficial, gastamos a metade do tempo e viajamos com segurança. Porque estou compartilhando com vocês minhas “aventuras” de final de semana? É porque isso me fez pensar na Bíblia, de como ela é, para nós, um guia oficial que nos indica o caminho seguro. Mas que, muitas vezes a deixamos de lado e buscamos atalhos para conduzir nossa vida; então, pegamos estradas perigosas que nos colocam em perigo de morte. A Bíblia, é o guia certo que D’us nos deixou para conduzir a nossa vida. Abandoná-la e buscar atalhos na tentativa de alcançar a Eternidade ao lado de D’us, pode nos levar para a Eternidade longe de D’us. Nosso atalho, para nossa sorte, nos levou até o destino proposto, apesar dos percalços; mas poderia ter nos levado pra muito longe de Bom Jardim. Seguir o guia oficial, a Bíblia, é estar ouvindo a orientação de seu autor, o Espírito Santo; ouvir conselhos que não têm como base um roteiro para a vida cristã verdadeira, são como atalhos que podem nos levar para uma vida longe do Eterno D’us. Quais são os atalhos que temos tomado ao longo das nossas vidas? Foram atalhos que nos levaram para o caminho certo? Ou tivemos que voltar e retomar a orientação certa? Ou, será ainda que continuamos pelo caminho errado, enfrentando toda sorte de dificuldades, quando poderíamos nos orientar pelo “guia oficial”? A Bíblia diz que “pelos frutos conhecemos a árvore”, por isso, quando dermos ouvidos a conselhos que orientarão a nossa vida, examinemos os frutos que o conselheiro produz, afim de que tenhamos certeza que a orientação será proveniente de alguém que é de Jesus. Assim, também nós, seremos conhecidos pelos frutos que produzimos, e estes deverão ser bons frutos para que todos conheçam que somos de Jesus. Portanto, ouvindo e dando conselhos com a vida pautada no “guia oficial” jamais seremos conduzidos, ou guiaremos pessoas a atalhos de morte.

Rosana Márcia.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

“O CÉU É UM LUGAR MARAVILHOSO?”

“Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. (Mt.6:21) 
             
Este mundo jamais pode me separar 
dos valores celestiais que eu vou receber 
meu tesouro e esperança estão no meu novo lar 
sou herdeiro com cristo, vou com ele morar 
Céu Lindo céu  
Há mansões celestiais todas feitas por Deus 
Céu Lindo Céu, Céu 
Eu vou pro céu , Lindo céu ,com cristo eu vou morar num Lindo céu! 
Já estando além rio, Minha Luta findou 
Eu não tenho mais pecado , pois Jesus me lavou 
Ó Que gloria na subida, nas alturas dos céus 
Cantarei a Linda História do Cordeiro de Deus 
Céu Lindo céu 
Há mansões celestiais todas feitas por Deus 
Céu Lindo Céu, Céu 
Eu vou pro céu , Lindo céu ,com cristo eu vou morar num Lindo céu! 

            Quando eu era jovem eu tive um chefe que era um verdadeiro “casca de ferida”, quando ele estava no escritório os meus colegas sequer respiravam de tanto medo que tinham dele; mas, eu conseguia me comunicar com ele, e as vezes falávamos sobre o cristianismo, ele era ateu. Certo dia eu cheguei no trabalho muito gripada, ele entrou na sala que dividíamos e disse-me o seguinte : Você está mal mesmo, acho que vai morrer; eu indignada respondi: Vira essa boca pra lá; Então ele me respondeu: Vocês cristãos são muito estranhos, vivem falando do céu, de como lá será maravilhoso, mas não querem morrer para ir logo pra lá. Nossa conversa sobre esse assunto terminou ali, porque me faltaram argumentos, mas nunca deixei de pensar sobre isso, todas as vezes que eu adoecia, ou quando alguém próximo de mim ficava doente. Um mês depois dessa conversa, meu chefe se despediu de mim em uma manhã, dizendo que se alguém perguntasse por ele, que ele não viria trabalhar mais naquela tarde. Na manhã seguinte ele foi encontrado morto, cometeu suicídio dando um tiro na cabeça. Quando soube da sua morte, me perguntei se ele estava sendo coerente com a vida que levava? Nunca deixei de pensar se vivo uma vida coerente com que prego. Eu tenho um amigo, irmão em Cristo que está com câncer; quando eu soube da notícia, fiquei  muito triste porque ele é jovem, tem uma boa esposa e dois filhos pequenos. Logo me engajei na corrente de oração pela sua cura,  confesso que creio no poder curador de D’us, e que sei que D’us está no controle da vida de um servo seu. Tenho pedido ao Eterno para curar meu irmão para dar a ele mais tempo de vida com sua família. Precisamos entender que a morte para o cristão é “lucro”; precisamos entender e aprender a deixar tudo nas mãos de D’us; confiar que D’us cuidará da nossa família quando não estivermos mais aqui. Somos tão controladores, e não confiamos a D’us a função de cuidar dos nossos, esquecendo-nos que o Eterno criou o Universo e todas as coisas, o que é para Ele cuidar de filhos pequenos e esposa? Se meu amigo e irmão se curar pelo poder de D’us, a D'us seja toda a honra e glória, se ele não se curar, a D’us seja toda glória e honra. Não é fácil, pra mim, dizer isso; posso parecer insensível, mas não sou; tenho aprendido que onde “estiver o meu tesouro, ali estará o meu coração”. Onde está o nosso tesouro? Está nas coisas que possuímos? Está na beleza que apresentamos? Está nas amizades que temos? Está na carreira que conquistamos? Está na família que construímos? Está nos filhos que geramos? Vamos ajuntar tesouros no céu onde a traça e nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e nem roubam (Mt 6:19-20). O céu é um lugar maravilhoso? Onde nós os comprados pelo precioso sangue do nosso Senhor Jesus o Cristo, queremos ir, onde D’us habita? Ou os tesouros ajuntados aqui na terra enganam nosso coração, fazendo-nos acreditar que o céu é aqui? Não nos deixemos enganar, onde está o nosso coração? “Buscai primeiro o Reino de D’us e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mt. 6:33-34). O Céu é para nós somente letra de música?

Rosana Márcia.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

“O QUE ME TORNEI?!”

“  Em tudo daí graças; porque esta é a vontade de D’us em Cristo Jesus para convosco”. (I Tess 5:18)
            Ontem eu pensava sobre a minha “maneira de ser”, por muitos e muitos anos eu arrastei uma série de justificativas sobre meus atos e minha personalidade; por muito tempo culpei D’us por tudo de mal e errado que acontecia na minha vida, sem perceber que Ele estava moldando meu caráter. Anteriormente eu escrevi sobre como os acontecimentos da minha infância resultaram em grandes traumas emocionais e feridas que pareciam “incicatrizáveis” (se é que existe essa palavra). Muitas vezes eu perguntei a D’us porque ele não me protegeu da violência que sofri aos 7 anos de idade, eu era criança e desprotegida. Algumas semanas atrás uma resposta veio à esse questionamento tão antigo; se eu não tivesse passado por tudo que passei não seria o que sou hoje; todo o meu passado dolorido fez de mim uma pessoa alerta, questionadora, sensível, e com uma dose de introspecção necessária para poder enxergar dentro de mim mesma. Eu compartilho isso com vocês porque fico o tempo todo me perguntando o que D’us quer e espera de mim; talvez se eu não tivesse o passado que eu tenho eu não seria levada a esse questionamento. Enfim, ontem ao falar com meu Senhor percebi que minhas feridas haviam cicatrizado e que restara uma paz precedida de gratidão, e diferente de todas as outras vezes onde responsabilizei negativamente  o Pai Celestial, eu o responsabilizei positivamente dando graças por Ele ter permitido que eu sofresse tudo o que sofri, porque somente assim me tornei o que sou hoje, alguém que enxergou que os propósitos de D’us para nossa vida somente entenderemos mais tarde. Uma vez conversando com uma amiga, isso há muitos anos , ela dizia sobre como ela achava que D’us nos via, e ela continuou dizendo assim: D’us nos vê de uma perspectiva diferente, é como se Ele nos olhasse de cima para baixo, e por isso Ele vê o que passou, o presente e o futuro numa seqüência perfeita, porque os vê como um todo completo. E eu pensava sobre isso ontem, e pensei que havia uma certa lógica no pensamento dela, porque não conseguimos vislumbrar com perfeição como o nosso passado altera nosso futuro. Há fatos  ocorridos que não sofrem nossa interferência, por isso precisamos confiar que D’us está no controle, que Ele vê as coisas de “cima”, que não entendemos ontem, que não entendemos hoje, mas se estivermos com a vida pautada na Sua vontade experimentaremos a “paz que excede todo o entendimento”. Hoje eu vivo em paz, porque Jesus me libertou do pecado, Ele me ajuda a libertar-me de mim mesma diariamente. Tenho experimentado a alegria da entrega da minha vida à Ele, meu Senhor; e garanto a você, não existe nada melhor que a sensação de sentir-se parte de um plano, sim, porque o plano de D’us para nossas vidas é que sejamos semelhantes ao seu filho Jesus, e o melhor caminho para isso é “esquecermos das coisas que para trás ficam, e avançando para as que estão adiante, prosseguir para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de D’us em Cristo Jesus”, “Nossa cidade aqui não é permanente, buscamos a vindoura”, “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. Deixe que Jesus use o que você se tornou, para honra e glória do Seu nome. O que somos só será útil pra D’us se Ele moldar a sua maneira. Em tudo dai graças, porque essa é a vontade D’us.

Rosana Márcia.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

História de vida (O Alpinista)



“CORTE A CORDA!”
“Eu afirmo a vocês, se o grão de trigo não for lançado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo” (João 12:24) 
            Meu cunhado Daniel me emprestou um livro (Dr. Solomon; Manual da Felicidade), o livro trata de uma questão que nunca queremos encarar, que é o poder do Ego em nossas vidas e o quanto ele nos afasta de D’us; e quando buscamos as terapias seculares só fortalecemos ainda mais o Ego o que nos deixa mais longe de D’us. Sim, D’us quer que deixemos o controle das nossas vidas para Ele, Ele deseja, e espera que definitivamente entendamos que morremos com Cristo na cruz, então só assim Jesus poderá viver sua vida em nós. Lendo esse livro eu me lembrei de uma mensagem que me enviaram há vários anos, e eu sei que, já naquela época, o Espírito Santo de D’us já tocava em meu coração, na tentativa de ajudar-me a livrar do meu Ego. Muitas vezes expressamos com nossos lábios que confiamos em D’us, mas estamos sempre tentando encontrar soluções através de nós mesmos, impedindo assim a ação de D’us. Como muitas pessoas, eu enfrentei situações muito difíceis na minha infância, o que acarretou sérios problemas emocionais, e sempre acreditei que a ajuda de um terapeuta resolveria meu problema. Hoje penso diferente, não tenho que resolver terapeuticamente meus problemas emocionais, preciso deixá-los lá na cruz com o Senhor Jesus, onde também morri “para meus delitos e pecados”. E se a Rosana Morrer lá cruz, então Jesus poderá viver a vida Dele nela, então não haverá mais problemas “emocionais”, traumas de infância, impedindo uma relação perfeita com D’us. A mensagem que recebi falava de um “alpinista que sofreu um acidente e ficou pendurado pela corda de segurança, ele não conseguia ver nada por causa da imensa escuridão, então se apavorou pensando: vou morrer congelado sem socorro, então pediu: D’us  salva-me; então ele ouviu uma voz que disse: então corte a corda que o mantêm pendurado; ele não confiou em D’us, preferindo depositar a confiança em si próprio, e no dia seguinte foi encontrado morto, agarrado a corda, congelado a dois metros do chão”. A lição que tiro dessa história é, nosso Ego não nos deixa “cortar a corda” e permitir que D’us controle nossa vida, queremos sempre estar no controle. Precisamos “cortar a corda”, e isso só será possível quando destruirmos nosso Ego, porque então deixaremos de ser nós mesmos. É preciso morrer para viver”. corte a corda! Confie em D’us!

Rosana Márcia.

terça-feira, 27 de julho de 2010



“UNGIDOS”

“E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei”.  (I João 2:27)
            Na semana passada, saímos de férias, viajamos para o interior paulista para reencontrar família e amigos. Foi maravilhoso encontrar queridos que eu não via há mais de 10 anos; poder abraçar, conversar e comungar juntos. Saímos de Volta Redonda( RJ), e fomos direto pra Bauru(SP), minha cidade natal. Depois fomos pra Agudos, São José do Rio Preto e Marília. Era pouco tempo pra visitar todos que queríamos ver, mas foi bom. Nessa visita conversamos muito e como não poderia ser diferente a maioria das nossas conversas giravam em torno do tema “cristianismo”; o que mais me entristeceu foi ouvir relatos sobre a vida de alguns pastores. A princípio fiquei chocada com alguns fatos. Mas hoje quando eu despertava de uma noite de sono, comecei a pensar sobre o porquê das pessoas colocarem os pastores em situação diferente dos demais cristãos. Não há diferença, os pastores não são “especiais” ou super-crentes, são pessoas com o dom de pregar o Evangelho, D’us assim o fez para o aperfeiçoamento do corpo (Efésios 4:12). No entanto, não raras vezes encontrei pessoas que me advertiram para que não me “levantasse contra o ungido do Senhor”, e eu fico me perguntando, quando foi que os pastores receberam “unção” diferente daquela que recebemos quando recebemos o Espírito Santo? É por isso que tantos se decepcionam com pastores, cobram deles algo que deveria ser cobrado de qualquer cristão. Nessa viagem encontrei um amigo e irmão que quase abandonou o cristianismo por causa de um golpe financeiro que sofreu de um pastor; encontrei uma filha completamente decepcionada com seu pai – pastor- que cometeu adultério e recusa-se a pagar pensão alimentícia; encontrei uma dona-de-casa que disse não ter encontrado paz enquanto não reencontrou um antigo pastor da igreja onde freqüentava para pedir perdão, porque se sentia mal por ter se levantado contra o “ungido do Senhor”. Eu penso que a cobrança que fazemos a “pastores” deveria ser feita a qualquer um que se confessa seguidor de Jesus. “A expressão “ungido do Senhor” é bíblica e ocorre exatas oito vezes no texto hebraico do Antigo Testamento.  Seis destas oito menções fazem referência ao rei Saul. Uma faz referência ao Rei Davi e uma diz respeito ao Ungido do Senhor como aguardado pelo profeta Jeremias. As menções aos reis Saul e Davi, deixam bem claro que os ungidos do Senhor não eram homens imunes nem a erros, nem a críticas e muito menos à disciplina por parte do Senhor. Os chamados de "ungidos do Senhor" e de "meus profetas" são os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. São os Israelitas (Salmo 105:8-15). Todos e cada um deles. Ninguém que pertença verdadeiramente ao povo de Israel é deixado de fora. Portanto, o mito de que os pastores constituem-se em os "ungidos do Senhor", como uma casta distinta e superior a todos os crentes, não passa realmente de uma invenção que pode esconder propósitos que não agradam a D’us. Precisamos retornar, de maneira urgente, ao padrão bíblico do pastor-servo à imitação do próprio Senhor Jesus. O texto de 2 Coríntios 1:21 - 22 diz: "Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é D’us, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nosso coração". Estes dois versos ensinam claramente que só existe uma unção e que todos os cristãos são participantes desta unção, pois o repartir da mesma é um ato do próprio D’us. Quando Paulo diz que D’us nos ungiu, ele está dizendo que todos nós que somos genuinamente cristãos, fomos ungidos diretamente pelo próprio D’us. Nas tradições judaicas era costumeiro a unção de reis, profetas e sacerdotes quando do início do exercício das suas funções. Isto pode ser observado em Êxodos 28:41 e 40:15 com relação aos sacerdotes; em 1 Reis 9:16 e Isaías 61:1 com relação aos profetas e em 1 Samuel 10:1;15:1; 2 Samuel 2:4 e 1 Reis 1:34 com relação aos reis de Israel. A palavra "ungido" é também usada para se referir, de modo todo especial, ao Senhor Jesus que é chamado de: Ungido (português) = Cristo (grego) = Messias (hebraico). Jesus é o ungido por excelência de D’us já que Ele possui um triplo serviço como Rei, Profeta e Sacerdote. A expressão ungido também é usada para se referir a todos os crentes e indica que os mesmos são consagrados ou separados para o serviço de D’us pelo Espírito Santo. É por causa desta separação ou consagração, que somos chamados e considerados santos por D’us. O apóstolo João disse em 1 João 2:20: "E vós possuis unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento". A conseqüência desta unção na vida de todos os cristãos pode ser vista em alguns versículos mais adiante, no mesmo texto, quando João diz: "Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou. Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. - 1 João 2:27 - 29". Assim  existe somente uma unção, que todos os crentes receberam esta mesma unção e que D’us mesmo é aquele que nos unge. Não devemos, portanto, ter medo de desmascarar a qualquer um que pretenda ser possuidor de algum tipo especial de unção. Unção especial só existe uma: é aquela com que D’us mesmo ungiu a todos os crentes, sem exceção!”(1).  Em resumo, tenhamos misericórdia uns dos outros, e estejamos certos que todos, um dia, estaremos diante de D’us para sermos julgados pelo que fizemos de bom e de mal.
“O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará!”

Rosana Márcia.


(1) Alexandros Meimarides.

terça-feira, 13 de julho de 2010

“AINDA CEGOS?”
“...Se é pecador não sei; uma coisa eu sei: eu era cego, e agora vejo. Sabemos que D’us não ouve a pecadores; mas, se alguém for temente a D’us, e fizer a sua vontade, a esse Ele ouve.” (Jo.9:25,31)


            Hoje quando eu meditava no Evangelho de João fiquei pensando sobre a oração e a cegueira. Escuto muita gente dizer que ora pelos outros, algumas pessoas pedem pra orarmos por elas; então fico questionando que muitas das orações são meras “repetições” sem sentido algum, e que não vão e nem chegam a lugar algum. Quando eu era jovem ouvi muitas vezes a seguinte expressão: “a oração de alguns não passa do teto”. Penso que queriam dizer que “essas” orações não seriam ouvidas pelo Pai. Já na idade madura, eu ouvi um pregador dizer que: “ se estiver em pecado, D’us não ouvirá a oração”. Isso fez mais sentido pra mim, porque não conseguia conceber uma relação com D’us e uma vida de pecado. No texto, eu entendo que os Fariseus criam dessa forma, que D’us não ouve o pecador; esse foi o argumento usado pelo cego de nascença. Quando os Fariseus chamam Jesus de pecador, o que era cego afirma que foi curado, e se foi curado por D’us, então quem o curou não é pecador, porque foi ouvido por D’us o Pai. “Eu era cego e agora vejo”, Jesus cura um  cego de nascença, e isso me faz pensar como mensagem do Evangelho veio pra mudar de forma radical e definitiva nossa situação de perdidos para salvos, de cegos para enxergar. Só o sacrifício de Jesus foi capaz de nos trazer para luz, mudando nossa situação de trevas. Tem um hino que a letra diz assim:
           
            “Eu nas trevas vagueava, sem a luz da retidão; a minha alma estava morta,        e eu     sem fé no coração           
            Mas um dia a sua graça D’us mandou, e a doce luz; vi então caminho claro,       sim ouvi o meu Jesus.           
            Dentro em mim meu homem velho contra a retidão lutou; mas Jesus comigo     estava, santamente me guiou.           
            Foi um novo nascimento, Honra e Glória ao Redentor! Ele deu-me luz e vida, Santidade e seu amor.                       
            Como é triste andar em trevas, sem perdão do salvador! Bela é a vida, mas        a vida dominada pelo amor.” (Cantor Cristão 279).

            Assim como a vida daquele cego de nascença mudou radicalmente, Jesus também nos concedeu mudança completa da nossa situação de eternamente pecadores para uma vida na luz, para vivermos uma vida sem pecado. Mas, não é assim que acontece, diariamente nosso “velho homem luta contra a retidão”, e eu creio que cada vez que ele vence, o velho homem, nossas orações “não passam do teto”, porque D’us não ouve a pecadores. Quantas vezes temos vivido uma vida solitária e triste porque somos impedidos pelos nossos pecados de uma relação de perfeita comunhão com o D’us Eterno como Jesus teve. Há um ditado que diz que: “O pior cego e aquele que não quer ver”; precisamos, definitivamente abandonarmos a cegueira espiritual, o pecado que vêm nos cegando e vivermos uma vida na luz. “Jesus é a luz do mundo e aquele que o segue não vive em trevas, mas terá a luz da vida”. Cegos? “Como é triste andar em trevas...”.

Rosana Márcia.

quinta-feira, 8 de julho de 2010




“INIQUIDADE”
“...nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vos que praticais a iniqüidade.”(Mt. 7:23)

            Essa semana eu lia uma revista, e na reportagem das páginas amarelas trazia uma entrevista com o Presidente do STF Cezar Peluso, e sua definição sobre iniqüidade me chamou muito a atenção. Ele diz assim: “...Mas o mais grave, e no que pouca gente presta atenção, é que, quando o juiz decide contrariamente ao STF, os que têm bons advogados conseguem chegar aqui e mudar a situação. Os outros, que não conseguem, acabam tendo uma sorte diferente. Isso se chama, na prática, iniqüidade. Casos iguais, tratamentos diferentes. Sob o pretexto de resguardar a independência dos juizes, cria-se a injustiça”. Lendo isso não pude deixar de me lembrar das palavras de Jesus no livro de Mateus, quando ele chama de iníquos aqueles que deixaram de praticar suas palavras, aqueles que “naquele dia” se apresentarão como pessoas que”profetizaram em nome de “Jesus”, que expulsaram demônios em nome de “Jesus”, que realizaram milagres em nome de “Jesus”; e Jesus lhes dirá: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Praticar a iniqüidade é não praticar a eqüidade. Ser eqüitativo é ser justo, reto, de bom caráter. Nossa referencia de equidade é Jesus o filho do Eterno D’us o justo Juiz; Jesus demonstrou o caráter de D’us, e só poderemos ter o caráter de Jesus quando nos despirmos de nós mesmos, e vivermos uma vida comprometida com os ensinamentos de Jesus; então não precisamos temer “aquele dia”, porque certamente seremos reconhecidos como “aqueles que ouviram as palavras de Jesus e colocaram em prática”.
            Outra coisa que a reportagem me fez pensar, foi sobre, como D’us é justo, e como temos diante Dele um advogado “bom”, “que consegue chegar lá e mudar nossa situação”, quando “confessamos os nossos pecados, D’us é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça”; “não pequeis; mas se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I JO. 1:9; 2:1). Todos nós, temos os mesmos direitos de defesa, e o Eterno consegue “dar conta e analisar 10 000 ações em um ano”, diferentemente do STF que “acaba transferindo parte da responsabilidade do julgamento para analistas”. Louvado seja D’us, Pai do nosso Senhor Jesus o Cristo, que não faz uso de “auxiliares” para julgar, que não é um “juiz iníquo”; Ele é justo; “e fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a Ele, já que é longânimo” (Lc 18:7). Será que temos consciência, de que um dia estaremos diante de D’us e Ele irá julgar tudo o que “fizemos de bom e de mal”? Viver sob a perspectiva de que prestaremos contas  a D’us é viver nossa vida renunciando diariamente o que somos e nos apropriando da vida de Jesus; nosso “bom” advogado diante de D’us.

Rosana Márcia.